sábado, 2 de julho de 2011

BOLO DE ALFARROBA COM NOZES

Era para sair uma receita de Muffins de chocolate que tinha visto numa ficha que vinha no interior das tabletes de chocolate de usos culinários da Nestlé.

Mas… pensando bem e porque a minha relação com tudo quanto seja feito em formas e forminhas acaba sempre mal 8tal como bolachas, biscoitos e afins), havia que dar a volta á questão.

Por isso, em vez de muffins saiu bolo.

E receita que se preze tem de ter um cunho pessoal, claro que havia alterações a fazer: em vez de chocolate utilizei alfarroba. E juntei algumas nozes que é coisa que abunda aqui em casa.

BOLO DE ALFARROBA COM NOZES

Ingredientes:

3 colheres de sopa de farinha de alfarroba

200 gr de farinha superfina Branca de Neve

125 gr de açúcar amarelo

3 ovos

75 gr de manteiga amolecida

1 lata de leite condensado

1 colher de chá de fermento em pó Royal

Nozes partidas q.b.

Como fazer:

Bater a manteiga amolecida com o açúcar até obter uma massa cremosa.

Bater os ovos com o leite condensado. Reservar

(Misturar a farinha com o fermento e a alfarroba. Reservar)

Juntar a mistura dos ovos e do leite condensado à manteiga. Mexa bem.

Juntar a farinha, o fermento e a alfarroba e bater bem

Por fim juntar as nozes partidas em pedaços

Untar uma forma com manteiga e polvilhar com farinha

Ligar o forno a 180º- ventilado . Pré- aquecer 10m.

Vai a cozer cerca de 40m. Convém fazer o teste do palito.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

TAÇAS DE BOLO COM MORANGOS E NOZ


Ainda aqui o não tinha referido, mas quem me leu no Dietas e Companhia sabe que nestes últimos tempos tenho tido morangos com fartura.
Por isso, havia que arranjar uma maneira diferente de os apresentar à mesa.
E, como vem sendo hábito, uma olhadela pela despensa e pelo frigorífico... material em cima da bancada e mãos à obra.

Isto não é para pessoas demasiado preocupadas com a dieta ( mas... o tempo a continuar assim tão instável o biquini não vai á praia tão cedo...). Logo, ainda dá tempo a perder o peso ganho com esta receita.

Para o bolo eu aproveitei um resto de bolo de chocolate ,partindo-o em quadrados pequenos.
Ingredientes;
1 pacote natas frescas Longa Vida ( dá para 4 taças individuais de tamanho médio)
Açúcar (para o chantily- q.b.)
Morangos q.b.
Nozes picadas grosseiramente
Bolo de chocolate (ou estilo pão de ló)

Como fazer:
Bater as natas com o açúcar até chantily bem espesso.
No fundo da taça colocar um pouco de chantily.
Colocar quadradinhos de bolo
Cobrir com alguns pedaços de noz.
Uma camada de morangos em quadradinhos
e depois repete as camadas.
Enfeita por cima com morangos e nozes e se ainda tiver bolo, pode enterrar os padacinhos no chantily,
Vai ao frigorífico até à hora de servir.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

TRISTES NOTÍCIAS

Mais uma semana de ausência.

E sempre pelos piores motivos.

Mais 2 AVC no mesmo dia. Novo internamento no hospital.

Sempre que há um AVC as células do cérebro que são afectadas não mais recuperam. Apesar disso, quando do 1º, há 3 anos, conseguiu recuperar o andar e a fala .

Mas este ano a coisa tem-se complicado. Em Fevereiro apanhou-lhe uma parte do corpo, pelo que ficou acamada.

Há uns dias : 2 novos AVC . Novo internamento no hospital .

Situação clínica complicada.

Desta vez apanhou a boca. Agora tem de ser alimentada por uma sonda.

Está muito debilitada.

A idade também já não ajuda.

Custa muito vermos os nossos progenitores nesta situação sem podermos estar presentes no dia a dia.

Por isso tem sido um ir e voltar, um ficar alguns dias por lá.

Vir cá abaixo organizar a vida na minha casa e nova ida para lá.

O meu pai vê-se definhar dia a dia.

Sabe que pouco há a fazer. Que ela não pode estar em casa. Por isso está internada numa unidade de cuidados continuados há 3 meses.

Já se mentalizou para o pior cenário, aquele que ele acha ser o único possível.

Hoje , depois do almoço, chorou e disse que era uma questão de pouco tempo e que a coisa que mais lhe custava era saber que ela estava a sofrer tanto. E quis que lhe ajudasse a escolher, no roupeiro, o fato para lhe vestir no dia da partida.

Tenho de ser forte e tentar dar-lhe ânimo.

Por quanto tempo?

Por isso, o mais provável é este blog ficar parado algum tempo.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

GELATINA DE LARANJA COM GELATINA NEUTRA

GELATINA DE LARANJA -Feita com sumo de laranja e gelatina neutra


Certamente já ouviram dizer acerca das laranjas que: " de manhã ouro, à tarde prata e à noite mata".
Bem.... matar não mata senão eu já não pertenceria ao reino dos vivos há muito tempo.
Mas estes ditados com centenas de anos têm sempre o seu quê de razão.

Então, pesquisas feitas e cheguei à conclusão que este antigo provérbio deve a sua razão de ser à seguinte explicação e talvez a mais lógica de todas quantas li:
A vitamina C é considerada uma vitamina anti-cansaço e excitante , pelo que tem uma acção estimulante .Por isso deve ser ingerida ao início do dia para estimular o organismo.
Se ingerida à hora do almoço o seu suplemento vitamínico já poderá não ser tão bem tolerado por algumas pessoas.
Ora, como a vitamina C dá energia, poderá ocasionar numa falta de sono se as nossas amigas laranjas forem comidas perto da hora de deitar.
Outros defendem ainda que: A vitamina C tem um efeito psico-regulador, acalmando a ansiedade e insónia.

Afinal em que ficamos?
Comidas à noite dão insónias ou têm efeito calmante?

Então, as cobaias cá de casa foram testadas sem o saberem.
Á noite dei-lhes um copo de sumo de laranja ao jantar. Esperei pela manhã seguinte. Perguntei que tal tinham dormido e....
As opiniões dividiram-se, pois se um disse ter dormido lindamente, outros disseram terem tido dificuldades em adormecer.
Portanto... isto leva-me a achar que não deve ser ingerido à noite.

Mas uma coisa tenho a certeza é que um copo médio de sumo de laranja fresco (cerca de 100 ml) contém cerca de 15 a 35 mg de vitamina C, portanto a quantidade que o nosso organismo precisa para uma toma diária.

E porque cá em casa há laranjas para dar e vender pensei em fazer gelatina delas.

Para tal, fiz sumo de laranja - cerca de 2.5 dl e peguei numa saqueta individual de gelatina neutra da Royal, tendo seguido as instruções da embalagem.

(Utilizei espremedor manual) e no fim não filtrei o sumo.
Juntei o sumo da laranja, uma colher de sobremesa de açúcar. Mexi até desfazer e levei ao frigorífico de um dia para o outro.
Cortei em quatro porções na hora de servir.

Ficou com um sabor bem mais acentuado que a gelatina de laranja daquela marca.
Ficou bastante espessa, pelo que pode perfeitamente ser enformada em qualquer forma estilo de pudim das tupperware.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

FAVAS COZINHADAS COM CASCA

Hoje não vou dar nenhuma receita.
Sinceramente não sei em que blog li , há algum tempo já, uma receita que me despertou alguma curiosidade, pois nunca me tinha passado pela cabeça que as favas pudessem ser consumidas com casca.
E quando estou a falar em casca não é aquele invólucro que protege cada grão, mas sim à vagem onde as ditas favas se desenvolvem e crescem até ficarem em condições de comer.
Pois a pessoa dizia que essas cascas podiam ser aproveitadas quando ainda tenras no início da sua maturação.
E então quando me desloquei recentemente ao Nordeste Transmontano, na ementa de um restaurante enorme e que se encontrava completamente cheio, um dos pratos do dia era: Favas com pernil assado.
E lá vieram para a mesa as tais favas tenrinhas, com a respectiva casca.
Tudo cortado em pedaços pequeninos e em quantidade suficiente para comer e deixar ficar na travessa.
A minha opinião é que, não se nota nenhuma diferença de sabores entre a fava propriamente dita e a casca que a envolve.
Achei uma maneira interessante e diferente de as comer.
Só um reparo: a cozinheira abusou um pouco do tempero pois estavam um pouco envinagradas demais para o meu gosto.
Mas, com menos vinagre , quando elas o ano que vem começarem a aparecer aqui no meu quintal vou experimentar cozinhá-las deste modo.
Aliás, pensando bem, este até é um método para as fazer render, pois enquanto são muito pequeninas e mais tenrinhas, não rendem tanto. E assim com casca sempre é outra coisa!

E se em vez do vinagre ele for substituído por sumo de limão tanto melhor.


Depois do comentário da Alcina do blog Artes Viagens e Sabores lá fui eu pesquisar e pronto!
Lá estavam elas as tais favas com casca num esparregado divinal
Obrigada Alcina

domingo, 15 de maio de 2011

TIGELADA


O meu afastamento deve-se a motivos de ordem familiar.
De há 2 meses a esta parte tenho tido muito pouco tempo disponível. Têm sido viagens constantes até à zona centro . Além do desgaste físico e o cansaço motivado pelos bastantes quilómetros andados, ainda a acrescentar o desgaste psicológico a que tenho sido sujeita.
Não tenho tido tempo nem vontade de fotografar comidas e a verdade é que, tem sido mesmo do mais trivial.
Quem tem pais idosos, principalmente aqueles que já passaram dos 80
, deve saber compreender o que sentimos quando os nossos pais têm delicados, continuados e não mais melhorados problemas de saúde . Pois novo AVC atirou a minha mãe para uma cama . A recuperação não se vislumbra de maneira nenhuma. Cada dia é para ser vivido de cada vez e nunca se sabe se o amanhã chega como o de hoje.
É triste, cansativo e doloroso. Mas é uma situação incontornável que te
mos de aceitar o melhor que podemos e sabemos.
Por isso tenho vivido entre viagens constantes , tanto durante como aos fins de semana.

Mas um destes dias recebemos um convite para uma deslocação a terras beirãs e lá fizemos um desvio na nossa trajectória habitual.
Por aquelas bandas um dos pratos típicos e bastante apreciado é a
chanfana.
Já tinha comido várias vezes em tempos passados e a verdade é que: como ... mas não morro de amores por esta iguaria que concorreu às 7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa.
Por isso esta refeição foi comida sem grande entusiasmo, apesar de eu ter a dizer que até estava bastante boa.
Mas na hora da sobremesa fomos presenteados com um doce tamb
ém típico daquela zona: a Tigelada.
Já tinha saboreado este acepipe várias vezes.
Mas nunca me tinha despertado interesse em a fazer.
Afinal, para mim, era mais ou menos o mesmo que um pudim mas feito num tacho de barro e sem o usual caramelo a forrar (a forma dos pudins) ou, neste caso o chamado
caçoilo.
Estava mesmo muito boa! Saborosa e bem cheirosa.
Lembrei-me que em tempos havia comprado um tacho que dava para isto.
Perguntei como se fazia e a resposta veio pronta:
Escreve aí que eu dito.
TIJELADA À MODA DA MINHA AMIGA TUCHA
Ingredientes:
12 ovos
10 colheres de açúcar(de preferência amarelo)
1 colher de sopa bem cheia de mel
sumo de meio limão
1 litro de leite meio gordo
1 pau de canela

Como fazer:
Bater muito bem os ovos com o açúcar até ficarem bem espumosos.(fiz com açúcar branco)
Juntar o mel e bater mais um pouco.
Acrescentar o sumo do limão e bater demoradamente.
Juntar o leite em fio e bater bem cerca de 2m.
juntar o pau da canela e com uma colher mexer bem para o líquido tomar gosto da canela.
Retirar então o pau de canela.
Colocar o líquido no tacho.
Vai ao forno médio( que já deve estar quente).

Quando perguntei o tempo de cozedura, a minha amiga disse que dependia do forno mas que demorava bastante tempo, mais que 1 hora.
Eu tive medo que o calor fosse em excesso e ficasse uma crosta rije e queimada.
Então: liguei o forno a 180º durante 10 m.
Coloquei o tacho .
Fiquei atenta e ao fim de 25 a 30m estava a escurecer mas o líquido não estava cozido. Por isso: tapei com papel de alumínio.
Ao fim de 55 m espetei com um palito e ainda saía levemente húmido.
Deixei cozer, destapado, mais uns 10m.
Ficou de aspecto agradável e o sabor também.

terça-feira, 19 de abril de 2011

domingo, 17 de abril de 2011

PUDIM DE IOGURTE COM CHOCOLATE (SEM AÇÚCAR)



(Poderá parecer o contrário mas ele ficou todo com a mesma altura)

Os pudins são uma sobremesa que não faço com muita assiduidade.

Reconheço que costumam ser do agrado da maior parte das pessoas, que são fáceis de fazer e que não causam grandes embaraços na hora de se apresentarem aos convivas.

Este surgiu num daqueles momentos em que, olhando para as dúzias de ovos que trouxe da aldeia, havia de arranjar algo em que os pudesse gastar o mais depressa possível.

Mesmo assim, e porque o seguro morreu de velho e considerando que os ovos são um alimento que se deteriora facilmente com o calor, havia que fazer o teste, antes de os abrir, para saber se eles estavam ou não frescos e em condições de utilizar.

Para quem sabe como fazer, isto não é novidade. Quem não sabe, nunca é demais tomar conhecimento.

Arranja-se um recipiente fundo e coloca-se água fria de modo a

ficar com cerca de 20 cm de água. Coloca-se um ovo de cada vez na água, com bastante cuidado.

Todos os ovos que forem logo ao fundo e que fiquem na horizontal estão frescos e próprios para consumo.

Aqueles que ficarem no fundo mas que subam um pouco e fiquem a pique na água, podem ser consumidos, com reservas.

Todos quantos subirem à tona da água, deitar fora pois, ao abrir, poderão aparentemente estar bons mas já têm bastante tempo. (mas o mais certo é mesmo estarem estragados).

De qualquer modo, até pelo peso se consegue ter uma ideia da frescura ou não dos mesmos. Quanto mais pesados mais frescos são.

Contudo… e pelo sim pelo não, tenho por hábito, mesmo depois do teste

feito, partir cada ovo, individualmente para uma pequena taça e só depois de confirmar que a gema não se mistura com a clara, os misturar naquilo que estou a cozinhar.

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Decidi que este pudim não iria levar leite.

E isto porque queria que a minha filha o pudesse experimentar. (como é intolerante à lactose, apenas poderia utilizar o leite Mimosa 0% sem lactose. Mas achei que era hora de experimentar algo de novo, que nunca tinha visto em lado nenhum e que tivesse um cunho muito pessoal.

Uma olhadela para os produtos cujas embalagens precisavam de ser consumidas e saiu isto:

PUDIM DE IOGURTE COM CHOCOLATE

Ingredientes:

8 ovos

4 embalagens iogurte simples (sólido) Danone

2 colheres (sopa)de farinha Maizena

2 colheres (sopa) de chocolate em pó Pantagruel

2 colheres (sopa) de coco ralado.

Açúcar (Q.B. para o caramelo para barrar a forma)

Como fazer:

Colocar o açúcar dentro da forma e com o lume bem baixinho, fazer o caramelo. Barrar a forma e reservar.

Pudim:

Bater os ovos (gema+ clara) até ficarem bem espumosos.

Juntar os 4 iogurtes e bater bem.

Juntar a Maizena e bater mais um pouco.

Acrescentar o chocolate em pó e bater novamente.

Por fim juntar o coco e ligar bem.

Despejar para a forma caramelizada.

Vai ao forno a cozer em banho-maria cerca de 40 a 45m.(VENTILADO A 180º)

Notas:

O forno deve estar pré aquecido e a água do recipiente onde vai colocar a forma deve estar a ferver quando lá colocar o pudim a cozer.

Não esquecer que esta água deve ter sumo de limão para que a forma não fique com uma marca escura da água.

Como não leva muitos líquidos, este pudim fica pequeno. Por isso, a melhor escolha é uma forma estreita e alta (o que não foi o caso).

Não adicionei açúcar à massa pois achei que, juntamente com o chocolate ficaria enjoativo.

Para quem gosta de coco é o sabor ideal.

Mas no final, a minha opinião é que, sem coco ficaria bem mais leve e de sabor e texturas bem mais agradáveis.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

LULAS COM CAMARÃO


Não, não há mais receitas com camarão nestes tempos mais próximos. Prometo!

Os entendidos chamam-lhe cefalópodes. Outros: moluscos marinhos. Mas a maioria das pessoas dizem que é um peixe.

Chamem-lhe o que quiserem, mas o que posso dizer é que é um “peixinho” muito apreciado cá em casa.

Grelhado na brasa, a acompanhar umas batatinhas cozidas, com um molhinho de manteiga e alho e uma boa salada, também é uma boa opção.

É mesmo a maneira como o preferimos. Assim, desprovido quase de condimentos, tem um sabor natural que muito apreciamos.

Pois é…. Mas nem sempre temos uma churrasqueira para o grelhar…

Bem… ainda havia um resto de camarões no congelador…

E foi uma das ementas que servi – ou uns dias antes ou depois- da receita publicada anteriormente.

E, em tempo de férias, o que convém é mesmo algo simples, estilo: tacho ao lume, tempero lá para dentro, tapar…esperar e comer.

Havia um resto de arroz da refeição anterior, que aproveitei (nesta cozinha nada se perde, tudo se transforma ou reaproveita)

E como “os verdes” fazem parte diária das ementas cá de casa, havia que cozer uns feijõezinhos verdes e uns bróculos para acompanhar, na perfeição, estas saborosas lulas.

LULAS GUISADAS com camarão

Ingredientes:

Lulas q.b.

Camarão q.b.

Azeite q.b.

Tomate cacho bem maduro (q.b.)

Cebola q.b.

Alho q.b.

Piripiri a gosto (Da minha produção caseira que picam mais que muito...) Coentros q.b.

Sal q.b.

Como fazer:

Limpar as lulas. Separar os tentáculos.

Cortar os tubos das lulas em argolas grossas e virá-las ao contrário (para não ficarem achatadas ao cozerem)

Num tacho colocar os tomates partidos finos (fica melhor se tirar as peles, mergulhando-os primeiro em água a ferver e logo de seguida em água fria, retirando assim a pele).

Partir finamente as cebolas e os alhos e juntar todos os ingredientes à excepção dos coentros.

Juntar as lulas e levar a cozinhar, tapando o tacho, (até ferver em lume forte, depois em lume brando).

Não deve juntar água na elaboração desta receita. O mesmo deve ser feito apenas com o molho do tomate, do alho e cebola.

Quando já estiverem cozidas, juntar os camarões e deixar cozinhar 2 m.

Juntar então os coentros picados, tapar novamente e deixar cozinhar mais 1 m.

Enquanto as lulas cozinham prepare o acompanhamento que preferir.

Dica:

os bróculos não devem ser cozidos todos mergulhados na água.

Costumo cozer muitas vezes os legumes em vapor. Neste caso, preferi cozer o feijão verde num tacho pequeno, só com água até os cobrir.

Os talos dos bróculos devem levar um corte em cruz. De seguida, e quando o feijão já estiver a ferver, espetam-se os bróculos nos intervalos do feijão, deixando a parte redonda toda fora de água. Tapa-se o recipiente e passados 3 a 5 m (depende do tamanho dos tufos) retiram-se do lume, com cuidado, deixando então o feijão acabar de cozer.

Não gosto dos legumes demasiado cozidos. Por isso, quando os feijões estão “al dente” - cozidos mas não em excesso- retiro-os logo da água para não ficarem com aquela cor amarelada que tão mau aspecto dá.

segunda-feira, 28 de março de 2011

MASSADA DE CAMARÃO COM MEXILHÃO

Esta receita não tem nada de especial.

Mesmo sendo do Verão passado, é uma refeição que poderá ser do agrado de algumas pessoas.

E agora, ao rever estas fotos, veio-me à memória que confeccionei várias receitas que tinham os camarões como elemento comum, pois estávamos de férias, o congelador é pequeno e a embalagem dos ditos bastante grande. Portanto, havia que consumi-los rapidamente.

E naquele dia …. Aconteceu….

As quantidades não vou indicar pois serão conforme o número de pessoas.

MASSA COM CAMARÃO

Ingredientes

1 caldo de peixe Knorr

5 ou 6 tomates bem maduros

Camarão inteiro (q.b.)

Miolo de camarão (q.b.)

Delícias do mar (q.b.)

Mexilhão (q.b.)

Massa cotovelos (q.b.)

2 cebolas grandes picadas finamente

2 dentes de alho picados finamente

Coentros (q.b.)

Azeite (q.b.)

Sal (q.b.)

Como fazer:

Mergulhar os tomates em água a ferver durante uns segundos. De seguida passar por água fria e puxar a pele.

Fatiá-los o mais fino possível e juntar as cebolas partidas finamente e os alhos.

Acrescentar o azeite.

Juntar o caldo de peixe. Tapar e deixar cozinhar em lume brando até os tomates desfazerem.

Juntar os mexilhões.

Entretanto, levar ao lume um tacho com água temperada com sal e quando ferver acrescentar os camarões inteiros. Deixar ferver 2 minutos.

Retirar os camarões e filtrar a água.

Juntar então a água de cozer os camarões ao tomate e quando levantar fervura, juntar a massa.

Tapar e deixar cozinhar.

Quando ainda estiver rija mas quase cozida, acrescentar os camarões inteiros e o miolo de camarão.

Tapar e deixar apurar um pouco em lume brando.

Rectificar o sal, se necessário.

Juntar os coentros picados, mexer e apagar logo o lume.

Por fim, juntar as delícias do mar sobre a massa e, sem mexer, tapar o tacho.

Servir de imediato.

Nota: se tiver dúvidas sobre a quantidade de água, mais vale juntar pouca de início e conservar a restante quente para, se precisar, acrescentar mais tarde, pois o molhinho convém ficar espesso.

domingo, 27 de março de 2011

TARTE DE RUIBARBO COM FRUTOS VERMELHOS


TARTE DE RUIBARBO COM FRUTOS VERMELHOS

Quando há algum tempo comprei os caules de ruibarbo, a intenção era fazer uma tarte com frutos vermelhos.

Ele foi feita nesse dia, mas como achei que a quantidade do ruibarbo daria também para um bolo com maçã, acabei por os dividir em duas porções.

O bolo (com a maçã) foi feito uns dias depois da tarte, mas acabou por ter honras de publicação imediata, enquanto que a tarte não passou da uma promessa mal cumprida.

Por isso, e com alguns meses de atraso, aqui vai, finalmente, a continuação da saga do ruibarbo.

TARTE DE RUIBARBO COM FRUTOS VERMELHOS

INGREDIENTES:

1 base de tarte de compra

250 gr de caules de ruibarbo

Frutos vermelhos: framboesas, mirtilhos e morangos (Em quantidade suficiente para formarem uma boa camada de frutos)

2 ovos

1 pacote de natas (2OO ml)

½ vagem de baunilha (aberta ao meio e com o miolo raspado)

1 colher sobremesa de farinha Maizena

100 gr açúcar amarelo

Pão ralado(q.b.)

Açúcar para marinar o ruibarbo(q.b.)

COMO FAZER:

Tirar os fios duros ao ruibarbo.

Partir os caules em pedacinhos pequenos. Colocar num recipiente com o açúcar –cerca de 4 colheres de sopa-. Mexer bem e deixar ficar o mínimo de 2 a 3 horas a macerar.

Findo este tempo, passar para um escorredor até o líquido sair por completo.

Colocar então a massa que comprou , numa forma anti esturro (tanto pode ser massa folhada como areada) .

Sobre a massa uma camada de pão ralado fino.

De seguida, uma camada de ruibarbo e sobre esta os frutos vermelhos que tiver(eu gastei 1 embalagem de framboesas e outra de mirtilhos e alguns morangos partidos ao meio)

Numa tijela bate muito bem os ovos inteiros, com o açúcar amarelo , as natas e a colher da Maizena. Juntar o miolo que raspou do interior da vagem da baunilha.

Despejar sobre os frutos.

Vai ao forno que deve ter dido pré aquecido durante 10 m .

Coze a uma temperatura de 180º .

Cerca de 25 a 30m convém verificar se está cozido fazendo o teste do palito.

Nota:

De sabor muito agradável . O contraste entre a leve acidez do ruibarbo e o doce natural dos frutos vermelhos , resulta na perfeição.


segunda-feira, 14 de março de 2011

CROQUETES DE CARNE


CROQUETES DE CARNE
(Antes e depois de fritar)

Esta cozinha não fechou para férias.

Nem tão pouco tenho ido sempre comer fora.

Mas o certo é que o “afastamento” tem sido grande. Não há justificação para me desculpar deste longo espaço de tempo. Entrei numa de preguicite aguda. Os dias vão passando, o hábito de ir tirando fotos vai ficando de lado e pronto… o hábito faz o monge, quebram-se as rotinas e os dias vão passando sem que haja fotos. Muitas das vezes quando me lembro já a refeição vai a meio .

Entre as “novas experiências gastronómicas” que me têm sido pedidas, uma havia que , de vez em quando, me martelavam o juízo:

“Quando fazes croquetes?” Ou: “ mãe…fazer croquetes é muito difícil?”

Pois…era mesmo daquelas coisas que não me puxava nunca para fazer. Imaginava o muito trabalho exigido para um “final feliz” e absolutamente compensatório em termos de satisfação total com o bom resultado obtido.

Isso e rissóis… não faziam parte dos meus planos.

Só que, finalmente, houve o chamado dia da “boa vontade”. Estava com uma paciência de anjo e…é hoje!

Vamos a eles!

CROQUETES DE CARNE

INGREDIENTES:

500 gr de carne picada

2 rodelas médias de chouriço

3 gemas de ovos

1 caldo de carne Knorr

4 colheres de sopa de leite

2 colheres bem cheias de manteiga

150 gr. de farinha de trigo sem fermento

1 cebola grande partida finamente

1 dente de alho

Noz moscada ralada (q.b.)

Pimenta branca (q.b.)

Sal (q.b.)

1 raminho de salsa e de coentros finamente picados.

Pão ralado

1(ou 2) ovo batido para no final passar os croquetes. (antes de os envolver em pão ralado)

Óleo para fritar.

COMO FAZER

Levar ao lume a cebola, alho, manteiga, caldo Knorr, sal, pimenta e noz moscada.

Deixar alourara a mistura. Juntar o leite.

Juntar a carne picada e as rodelas do chouriço ( que se retiram depois ).

Tapar o tacho. Vai mexendo de vez em quando até a carne estar cozinhada.

Retirar do lume.

Bater bem as gemas dos ovos e quando a carne estiver morna, juntar os ovos batidos.

Juntar então a farinha, pouco a pouco, ligando-a bem à massa da carne.

Levar novamente a massa ao lume, mexendo sempre, para cozer os ovos e a farinha.

Esta massa deve ficar bem consistente, de modo a que os croquetes se consigam tender.

(Pode tentar moldar um. Se a massa estiver mole demais, juntar mais um pouco de farinha e levar novamente a cozer um pouco)

A massa, em estando morna vai ao frigorífico cerca de 1 hora para enrijar .

Na hora de moldar os croquetes, juntar então a salsa e os coentros picados.

Moldar então os croquetes todos.

Passá-los então pelo ovo batido e finalmente pelo pão ralado.

Com meio quilo de carne fiz os que podem ver na foto. Congelei alguns para um jantar desta semana.

A minha habilidade para este estilo de comida não é grande coisa. A princípio tive dificuldade em os moldar. Ficaram de tamanhos bem diferentes uns dos outros…Por fim lá atinei com o esquema.

Ficaram saborosos, embora não tão apresentáveis como os de compra, tanto que alguns “romperam”. Mas para isso também encontro uma explicação: deveriam ter sido passados por mais gema de ovo antes do pão ralado.

Uma experiência a repetir?

Talvez!

Quando tiver paciência, pois tanto trabalho só dá para fazer em mais quantidade e congelar para mais 1 ou 2 refeições.

Mas para a primeira vez sempre correu melhor que estava à espera.

Acompanhei com esparregado de espinafres