sexta-feira, 20 de abril de 2012

GOMAS


Quando vi no blog da Mamã Martinho: http://mamamartinho.wordpress.com/ as gomas que ela tinha feito fiquei com imensa vontade de também experimentar.
Lembrei-me de imediato do tempo em que os meus filhos eram pequenos e em que eles queriam ,à força, ir todos os dias a Trás-os-Montes para comprar "daquelas caixinhas".
Ora, as "tais caixinhas" não eram nada mais nada menos, que as primeiras gomas que apareceram no mercado português.  Vinham em embalagens baixinhas com 4 ou 6 gomas, fechadas a vácuo e que eram mais difíceis de encontrar que sei lá o quê.
Mas o certo é que no Verão e naquele supermercado as encontrávamos sempre. Daí o quererem lá ir comprá-las.
Eles cresceram mas o gosto pelas gomas ainda perdura.E, de vez em quando lá compram um saquito delas.
Escolhem sempre das que não têm açúcar. (do mal o menos).
Como não tinha formas para as fazer, passei pelo El Corte Inglês .
Achei vários tipos, umas com cavidades maiores que outras e acabei por me decidir pela azul com desenhos estilo frutos do mar.
Preço quase 7 €. Mas havia outras marcas mais caras.
Chegada a casa fui logo experimentar.
Cheguei à conclusão que as gomas ficam um pouco finas demais.
Então, um destes dias passei pelo Ikea e comprei outras 2, bem mais baratas.(como comprei mais coisas não posso dizer ao certo o preço).
Uma com corações e outra com peixinhos.
Apesar de serem formas para gelo (havia com mais desenhos- estas eram mais moles, pelo que se adaptaram ao uso que lhes pretendia dar)
Se alguém quiser comprar aconselho a dos peixinhos pois é muito mais fácil o desenformar.

Como fiz:
1 dl de água fria.
1/2 pacote de gelatina neutra em pó ( Cada pacote Royal tem  10 gr e equivale a 6 folhas de gelatina)
1 saqueta de gelatina Royal sabor a gosto.(cada saqueta tem 85 gr de pó)

Num tachinho pôr a água fria e a gelatina neutra.
Mexer com colher de pau ( as de metal fazem cristalizar o pó)
Levar então a lume brando mexendo sempre.
Assim que começar a ferver juntar a gelatina com sabor e mexer sempre até levantar fervura.Deixar ferver mais uns segundos.
Retirar do lume e mexer para amornar.(pode pôr o tacho em água fria)
Passar as formas por água fria e sacudir.
Com uma colher pequena encher as forminhas.
Pode levar ou não ao frigorífico.
Passado pouco tempo (mesmo arrefecendo à temperatura ambiente) pode desenformar e guardar em caixas herméticas.

A receita que publico dá para cerca de 20 gomas

Nota:
Um dos sabores utilizados foi de laranja.
Utilizei 1 dl de sumo de laranja em vez de água.
Como a laranja tem acidez natural eu tive medo que não solidificasse bem e acrescentei 1 colher café rasa de açúcar .
Ficou com a consistência desejada.


A opinião foi favorável.
  



sábado, 14 de abril de 2012

TARTE TATIN


Desnecessário será contar a história do surgimento desta deliciosa tarte francesa.
Há longos anos que andava para experimentar uma receita deste tipo.
Mas desde que vi a tarte da Belinha Gulosa pensei: se ela consegue, porque não hei-de conseguir eu?
Confesso que tinha algumas dúvidas sobre a colocação da massa folhada, pois achava que na hora de desenformar havia pedaços de maçã a saltar por todos os lados e lá se ía aquele "sonho" das belas tartes tatin que eu já tinha comido muitas vezes.
Não contente com a explicação da B.G., continuei numa busca incessante por sites franceses , marroquinos, etc...
E eis que 2 houve que me convenceram plenamente.

Pela foto fabulosa:

Pelo modo de elaboração(passo a passo):

E seguindo esta última , só com uma pequena diferença: em vez de canela em pó, coloquei 2 paus de canela quando estava a caramelizar as maçãs, que depois retirei.

Resultado:
Desapareceu mais depressa que eu pensava.
Aliás, nem chegou a arrefecer por completo.
Aprovadíssima!

sexta-feira, 6 de abril de 2012

FARINHEIRA COM OVOS



Há muito que não publicava uma entrada.
E esta é super rápida e a um preço económico.
Convém comprar a farinheira de boa qualidade.
Todos sabemos que farinheira é sinónimo de : feita com farinha , mas se a mesma tiver também alguma carne e se for bem condimentada na produção, é meio caminho andado para que o resultado desta entrada seja garantido.
Há muitas pessoas que lhe tiram a pele, desfazem com um grafo e juntam então à manteiga e de seguida os ovos.
Não a confeccionem assim, pois no final fica toda espaparraçada e sem graça.

Façam assim:
Em cada uma das estremidades da farinheira espetem um palito. (Não piquem com garfo pois acontece que onde a picaram acabam por sair pequenos pedaços da farinheira).
Em a água estando a ferver coloca-se dentro a farinheira empalitada.
Deixar até meia cozedura.
Retirar do lume e com uma faca bem afiada, fazer-lhe um golpe de modo a tirar toda a pele.
Numa frigideira anti aderente, colocar uma colher de sopa de manteiga . Quando estiver desfeita juntar então a farinheira esmagada com um garfo e logo de seguida os ovos batidos.
Mexer bem até os ovos estarem cozidos mas sem ser em demasia, senão ficam muito secos .
Devem ter ainda aquele aspecto brilhante e húmido.
Geralmente não costumo pôr sal mas é uma questão de gosto .
Convém experimentar pois tudo depende da farinheira ser ou não mais condimentada

Bom Apetite!
Num tacho pequeno coloquem a água. Quando ela ferver

quinta-feira, 5 de abril de 2012

sábado, 17 de março de 2012

MOUSSE CHOCOLATE COM MENTA-CHOCOLATE


Sabem o que é menta-chocolate?

É uma das muitas variedades de hortelã.
Só que esta tem um gosto perfumado e muito característico a chocolate.
De folhas pequeninas, mas com a parte inferior das mesmas com uma cor um pouco acastanhada.

Quando apertamos e desfazemos uma das suas folhas, sentimos aquele cheirinho, aquela mistura de hortelã+ menta. Vem-nos logo à lembrança o gosto dos chocolates After-eight.
É difícil encontrar à venda. Encontrei no Lidl na Avª Visconde Valmor- Lisboa, há já algum tempo.
Vinha num vasito, pequenina e enfezada. Mas assim que se apanhou na terra do jardim foi um vê-la crescer.
Não gosta de longas exposições ao sol, pelo que o melhor será arranjar um sítio onde apanhe algum sol e apenas pela manhã.
Ramifica muito, como todas as outras variedades de hortelã.Pode mesmo considerar-se uma planta invasora. Assim, quem não quiser que ocupe grandes aáreas, é melhor deixá-la em vaso, tendo o cuidado de, periodicamente, transplantar um pézinho para que não morra a planta velha. Assim, há sempre uma planta jovem.

Ora, ter uma planta destas e não lhe dar utilidade até era pecado.
O pior mesmo era saber dar-lhe a correcta utilização.
E se já estava provado que liga tão bem com o chocolate, seria com esse ingrediente que eu a utilizaria.

MOUSSE DE CHOCOLATE COM MENTA-CHOCOLATE
Ingredientes:
6 ovos
2 colheres de sopa de manteiga sem sal.
1 chocolate de culinária Pantagruel
3 ramos de menta-chocolate ( utilizar só as folhas)
Nozes (o mais finas possível. Piquei na 1.2.3)
Pepitas de chocolate (q.b.)

Como fazer:
Lavar a hortelã. Tirar as folhas e secar bem.
Partir em pedacinhos e colocar no copo do triturador.

Bater as gemas bem batidas. Reservar.

Bater 5 claras em castelo bem firme com uma pitada de sal. Reservar.
Juntar a outra clara à menta-chocolate, no copo do triturador.Reservar

Desfazer a manteiga em banho-maria.
Juntar-lhe então o chocolate em pedacinhos, mexendo sempre para derreter depressa .

Juntar a manteiga+chocolate às gemas, batendo até estar tudo muito bem ligado.
Acrescentar as claras em castelo e bater mais um pouco.

Ligar o triturador e desfazer então a menta+ clara de ovo.(levantar e baixar o triturador até que fique uma mistura muito espumosa.
Acrescentar esta mistura à massa do chocolate. Bater mais um pouco.
Por fim acrescentar as nozes moídas(quantidade a gosto). Ligar bem.
Se quiser e gostar, pode juntar algumas pepitas de chocolate à massa ou então apenas para enfeitar.
Optei por juntar á massa, e apenas enfeitar com uma quantidade diminuta.


Opinião da família:
Fica menos "achocolatada" que uma mousse normal, sem que o gosto da menta-chocolate seja muito vincado. Apenas um leve aroma cujo resultado final foi uma agradável surpresa. Talvez pudesse levar um pouco mais de folhas de menta.
As nozes deram-lhe um certo travo mas que resultou num casamento perfeito com o "açucarado" do chocolate.
Quanto às pepitas de chocolate: deram alguma textura ao creme. Não eram agressivas ao mastigar.
Receita a repetir.

Mais informação:
Como da primeira vez só utilizei as folhas de menta-chocolate e o gosto ficou subtil, e porque aqui em casa gostam mesmo daquele sabor tão característico dos chocolates After-Eight, decidi que da próxima vez aumentaria a dose das folhinhas.
Contudo, além das folhinhas acabei por juntar também os "tronquinhos " de cima- os mais tenrinhos- dos pézinhos da menta.
TRiturei mais intensamente para que não aparecessem bocadinhos duros do caule.
(No copo do triturador juntei 2 ovos inteiros - enquanto bati os restantes numa taça onde juntei o chocolate e a manteiga derretidos em banho-maria).
Utilizei 6 pézinhos (cada um tinha uns 10 cm)


Fabuloso!
Ficou com um cheirinho e um gosto tal qual se tivesse utilizado aquele chocolate.
E mais saudável pois a hortelã é um produto natural enquanto o chocolate não.


sexta-feira, 9 de março de 2012

PESCADA EM MASSA FILÓ


Quando há uns tempos comprei 2 embalagens de massa filó pensava que as mesmas tinham menos quantidade de massa.
Então, ela teve de ser utilizada em várias ementas.
Uma delas foi nesta receita.
Ela surgiu também da necessidade de dar comida a 4 bocas com um resto de pescada que havia sobrado da refeição anterior.
E como a vida está cara e não se pode estragar comida, havia que "transformar" uma vulgar pescada cozida numa refeição diferente, mais saborosa e mais apelativa.
Utilizando apenas produtos que tinha em casa nesse dia, saiu uma refeição diferente e super barata.

Posso dizer que o resultado final agradou a todos.

O meu filho até disse: "mãe.... hoje temos uma refeição gourmet".... mal ele sabia que era a pescada da véspera!

TROUXAS DE PESCADA EM MASSA FILÓ
Massa Filó
Pescada cozida
manteiga ( 1 colher sopa)
1 cebola doce
1 pézinho de funcho
cebolinho partido em pedacinhos
1 fatia de gengibre ralada muito fina
algumas gotas de molho de soja
Molho béchamel- 2 colheres de sopa
sal a gosto(cuidado que o molho de soja já tem bastante sal, por isso eu não usei)
ovo (1 gema batida)

Modo de fazer:
Tirar a massa filó das embalagens (papel e plástico) e deixar , enrolada, à temperatura ambiente, pelo menos 20 m para se poder desenrolar bem sem partir.
(se mesmo assim tiver dificuldade em a desenrolar , desenrole só a que conseguir e espere um pouco mais para completar a operação com sucesso).

Levar um tacho ao lume com a manteiga. Juntar a cebola finamente cortada e deixar alourar em lume brando. Acrescente a pescada em bocados pequenos ,o funcho e o cebolinho em pedacinhos e o gengibre ralado o mais fino possível.
Temperar com o molho de soja.
Mantenha no lume apenas o tempo suficiente para que a pescada tome o gosto destes condimentos.
Convém que esta mistura fique sem líquido. Portanto, coloque sobre um passador de rede para escorrer bem.
De seguida junte o molho béchamel (apenas o suficiente para que a mistura fique mais cremosa sem ficar líquida)

Quando estiver bem escorrido, cortar a massa filó em rectângulos iguais.
PIncelar cada um desses rectângulos com gema de ovo bem batida.
Sobrepôr o outro rectângulo. (isto porque convém ser massa dupla para que a camada por baixo fique mais resistente e o recheio não saia ao tirar do forno)
Sobre a massa filó colocar um pouco de pescada .
Fechar os rectângulos.
Fechar bem a massa filó,pincelando-a com um pouco de gema.
Pincelar por cima também.
Colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal.( se preferir pode untar levemente o papel com um pouco de margarina ou manteiga )
Vai ao forno até a massa estar bem loura.

Acompanhamento:
Arroz

O chamado arroz frito é mesmo o meu preferido.
Os temperos é que podem variar um pouco para lhe dar outros sabores.

Mas a base é sempre a mesma:
Azeite
2 dentes de alho esborrachados
e um pouco de sal.

Levar o azeite e o alho ao lume , mexendo sempre para o alho não queimar.
Retirar o alho.
Deitar então o arroz (sem lavar), mexer sempre até absorver o azeite.
Juntar então a água a ferver.
(cuidado que a temperatura é bastante elevada e sai muito vapor quando junta a água).
Por isso junto muito pouca a 1ª vez, tendo o cuidado de tapar o tacho do lado em que me encontro com a tampa e deitar a água do outro lado, baixando a tampa logo de seguida.)
Mexer novamente.
Juntar então a restante água e tapar até cozer.

Neste dia, além do alho, coloquei:
cenoura ralada grosseiramente
cebolinho em pedacinhos
um pouco de pimento vermelho em quadradinhos
e algum milho

À parte ainda brócolos apenas cozidos com um pouco de sal.



quarta-feira, 7 de março de 2012

CREPES DE NUTELLA COM BANANA

CREPES DE NUTELLA COM BANANA

Todos sabem que em França os crepes estão para os Franceses como em Portugal a sardinha assada ou o caldo verde para os portugueses.

Mas a verdade é que não era habitual eu ter estas experiências em casa.

(mas sou cliente de algumas gelatarias que os servem divinais....daqueles com recheio de gelado e cobertos com chantily e chocolate quente....sabem? Não sabem?)

Mas um dia vi à venda umas máquinas de crepes de tamanho pequeno- Imaginei logo os pequenos almoços diferentes de Domingo, onde cada um os pudesse rechear a seu gosto-.

Poucos segundos passaram até que a comprasse.

Além da máquina comprei também um livro de receitas.

Chegada a Lisboa a minha filha enamorou-se dela ...É obvio que a máquina mudou de dona naquele instante.

Resultado: como os faço poucas vezes eles são feitos numa frigideira anti-aderente.

E de vez em quando lá sai um lanche ajantarado (sim....comemos tantos que já ninguém consegue jantar).

Uns preferem os crepes com queijo e fiambre.

Mas esses, confesso que não consigo comer mais que 2 pois enchem demasiado.

E se eu não fosse tão gulosa talvez preferisse outros que não os de Nutella com banana.

Confesso a minha gulodice e só vos digo: são mesmo uma delícia!.

Costumo fazer só metade da receita e já dá para 4 pessoas. Tudo depende também do tamanho da frigideira (ou máquina) que se utilize.

MASSA:

250 gr de farinha sem fermento

3 ovos grandes

50 cl de leite de vaca(ou de soja)

1 colher de sopa de óleo

2 colheres de sopa de água de flor de larangeira (comprei no El Corte Inglês)

1 pitada de sal


Como fazer:

Numa taça deitar a farinha e o sal.

Juntar os ovos já batidos.

Bater com a batedeira até que a farinha esteja bem desfeita.

Juntar o leite, em fio,

Juntar o óleo e a água de flor de laranjeira

Tapar e deixar repousar cerca de 1 hora.


Findo este tempo colocar um pouco de massa numa frigideira anti-aderente previamente humedecida com um pouco de óleo (costumo passar com um guardanapo embebido em óleo o que dá para fazer 2 crepes e só no seguinte ponho mais óleo)

Deixar alourar bem desse lado e só de seguida voltar para alourar do outro lado.


Para fazer estes de Nutella o melhor é barrar o crepe ainda quando está a cozer a 2ª parte, pois o creme desfaz melhor. Junta logo a banana que entretanto foi fatiada, dobra em quatro e depois....

Bom apetite!


terça-feira, 6 de março de 2012

CHEESECAKE COM MORANGOS

CHEESECAKE COM MORANGOS

Posso dizer que o resultado final do cheesecake com morangos que mostrei ainda na forma no dia 14 não foi aquele que esperava.


Podem aplicar-se aqui 2 velhos ditados” a pressa é inimiga da perfeição” e “vale mais fazer mal que não fazer nada”.

Resolvi pela manhã fazer esta sobremesa para o jantar. Tinha as natas e tive de comprar o queijo mascarpone.

Só que, atendendo ao tamanho da forma (26 cm), depois de ter batido o queijo tive de ir ao supermercado comprar outra embalagem, senão ficava uma camada muito fina.

Mas no final acabou por sair uma enorme camada e não ficou muito bem. Aliado ao facto de acabar de ser feito por volta da hora do almoço não ficou com a consistência desejada na hora de comer.

Como não tinha compota de morango mas tinha uma embalagem optei por os triturar e juntar folhas de gelatina.

Não gostei desta cobertura pois ficou insípida. Com doce ou uma camada fina de gelatina normal e depois enfeitada com morangos seria muito melhor.

Mas como foi o primeiro que fiz. E “à primeira cai qualquer e à 2ª cai quem quer” , espero que , no futuro saia bem melhor (se houver uma 2ª vez, claro está)

Saiu comestível mas poderia ter saído bem melhor


Base:

2 pacotes bolacha Maria torrada

125 manteiga à temperatura ambiente

2 colheres sopa de chocolate em pó Pantagruel.


Piquei as bolachas na 1.2.3 .

Juntei a manteiga amolecida.

Acrescentei o chocolate em pó.

Amassei tudo muito bem e forrei a tarteira amovível.

Levei ao frigorífico


Recheio:

2 embalagens queijo mascarpone

2 pacotes natas frescas Longa Vida

5 colheres sopa de açúcar em pó

1 colher chá de sumo limão


Bati o queijo mascarpone com o açúcar e o sumo do limão.

Noutra taça bati as natas e quando estavam bem espessas juntei ao batido do queijo.

Deitar esta mistura sobre a base e levar ao frigorífico até endurecer bem


Cobertura:

1 embalagem de morangos

açúcar a gosto

4 folhas gelatina incolor

amoras , hortelã e alguns morangos para enfeitar


Pôr as gelatinas a demolhar em água fria.

Triturar os morangos. Acrescentar o açúcar e levar ao lume até desfazer, mexendo bem.

Enquanto quente, juntar as folhas da gelatina bem escorridas e mexer bem .

Arrefecer, mexendo sempre e colocar sobre a mistura do queijo que já deve ter algumas horas de frio.

Enfeitar logo com os morangos ,amoras e hortelã .

Vai ao frigorífico até servir.

Só então se tira o aro à forma.


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

DIA DOS NAMORADOS

Bem...
Eu já estranhava estar há tanto tempo enfiada no meio de tantas "colegas" ali no armário da minha dona.
Só que eu sou diferente, sou amovível.
Tanta pressa para me comprar, mas para me utilizar....nada!
Eu andava muito triste .
Finalmente hoje lembrou-se de mim!

Estou tão feliz!

Mas mesmo assim já a ouvi dizer que eu sou muito grande. Andava ali a resmungar (não sei se comigo)...
Ouvi-a dizer; que se calhar "isto" não ía sair nada de jeito .
Já fui ao frigorífico várias vezes desde manhã.
E então, logo agora que está um frio dos demónios.
Apetece-me muito mais ir logo para a mesa do jantar que estar aqui no frigorífico a morrer gelada.
Mal posso esperar por esse momento.
Se " a coisa" sair bem, ela diz que o meu conteúdo tem direito a foto neste blog.
Senão...
Oh tristeza das tristezas...
Não tinho direito a honras de foto nem comentários das visitas (do blog... claro está. POis pensavam que era do jantar de hoje'.... entenderam bem ?)
Tão querida que a minha dona foi hoje!
Até um coração me fez ali no meio .
Vocês não lhe digam nada, mas acho que, por sinal, ele até está bem mal feito!
Resta-me esperar que o amor da minha dona me saboreie ao jantar.

FELIZ DIA DOS NAMORADOS

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

COGUMELOS PORTOBELLO RECHEADOS COM ESPINAFRES

COGUMELOS PORTOBELLO BRECHEADOS

Cada vez que vejo cogumelos Portobello vem-me logo à memória uns que comi em Chantily.
Vinham sobre uma fatia de pão barrada com algo com a consistência de patê, mas com gosto a vitela e com um molho, bem cremoso e super saboroso, que só de pensar nele até me dá água na boca.
Mas cá em casa as ementas são outras.
E enquanto (sei que nunca mais, certamente), descobro essa tal receita especial, contento-me por fazer uma adaptação "rasca", à minha maneira, aos tais cogumelos.
Nem sempre eles são demasiado baratos, mas no outro dia o Pingo Doce tinha 2 embalagens pelo preço de 1.
Claro que aproveitei essa "onda de tão rara boa vontade".
Nos ingredientes do recheio vali-me do que tinha no frigorífico.

As quantidades: pois a verdade é que foram a olho.
COGUMELOS PORTOBELLO RECHEADOS
Ingredientes:
2 cogumelos por pessoa
Espinafres fatiados
cebola
1/2 courgete ralada grossa
cebolinho
mangericão
manteiga
sal
molho bechamel
queijo
queijo Feta

MASSA FILÓ
1 embalagem (Pingo Doce)
1 gema ovo
água

PURÉ DE BATATA E CENOURA
Cenoura
batata
manteiga
sal
noz moscada

COMO FAZER:
Retirar a embalagem de massa filó do congelador.
Tirar o plástico que a envolve.
Deixar a massa tal qual vem, enrolada, à temperatura ambiente durante pelo menos 15 m.
Só depois, com muito cuidado se deve ir abrindo o rolo, para que o mesmo não se parta e as folhas possam sair inteiras.
Se notar que as camadas interiores estão muito geladas, espere até que estejam à temperatura ambiente.

Cogumelos:
Lavar em água corrente com o pé para baixo.
Escorrer bem e passar por papel absorvente para perderem a água da lavagem.
Com uma faca bem afiada, retirar o pé em pequenos pedacinhos e a parte acastanhada do interior com uma colher pequenina, de modo a que os cogumelos fiquem com uma boa cavidade onde possam levar o recheio.
Tomar em atenção que não podem ser excessivamente escavados pois têm de ficar grossinhos a toda a volta, de maneira que, ao cozinharem a forma se mantenha e o recheio não saia.
Aproveitar tudo quanto tirou .
Levar ao lume um tacho pequeno com uma colher de manteiga, o sal e a cebola partida o mais fino possível. Tapar e deixar alourar um pouco.
Juntar os espinafres fatiados.
Acrescentar logo a courgete ralada grossa e deixar cozinhar um
pouco,
Juntar os restos dos cogumelos, o cebolinho em pedacinhos pequenos e 2 ou 3 folhas de mangericão cortadas finas.
Envolver tudo e retirar do lume.
Deitar o recheio para um escorredor de rede para excluir o molho.
.......

Num tabuleiro colocar papel vegetal.
Sobre ele os cogumelos .
Encher-lhes as cavidades com o recheio que preparou.
Sobre esse recheio uns fiozinhos de molho bechamel.
Como não tinha queijo parmesão (o mais indicado), optei por part
ir queijo Limiano em pedaçinhos.

Levei a forno aquecido até o queijo derreter e os cogumelos estarem cozidos.
Por fim coloquei pedaços de queijo Feta partidos ,grosseiramente, com a mão.
Levei a gratinar o queijo.

PURÉ DE BATATA E CENOURA
Cozer a batata e a cenoura fatiadas finas.
Passar pelo passe-vite.
Juntar 1 colher de manteiga e noz moscada moída na altura.
Ligar bem.
MASSA FILÓ
Agora que a massa está à temperatura ambiente , desenrola-se com cuidado.
Partem-se quadrados (ou rectângulos) de massa.
Coloca-se um quadrado num tabuleiro forrado com papel vegetal.
Pincela-se a massa com água fria.
Coloca-se nova camada de massa por cima.
Recheia-se com o puré de batata com cenoura.
Fecham-se os rolos ou os quadrados, pincelando as bordas da massa filó com água fria e apertando com os dedos de modo a que não abra ao cozer.
Por fim pincela-se com gema de ovo batida.
Vai ao forno aquecido até a massa estar lourinha.
Como este prato era mais uma das minhas experiências, achei por bem colocar o puré em embalagens rectangulares ou estilo cestinhos.
Pois o formato arredondado fica mais agradável à vista.

Enfeitar o prato a gosto.
Neste caso com orégãos e raminhos de funcho

Bom apetite




terça-feira, 24 de janeiro de 2012

MOUSSE DE DIÓSPIRO


Os dióspiros são uma fruta que ama ou odeia. Não há o meio termo.
E sempre que vejo esta fruta à venda só me lembro de um episódio que me fez simplesmente odiá-los durante largos anos.
No final do ano lectivo ía para a aldeia passar uma temporada na quinta da minha avó. Por lá ficava desde Junho a Setembro.
Era a melhor época do ano.Uma época abençoada... Mesmo que estivesse enfiada todo o santo dia dentro de água a tomar banho eu deitava terra por todos os lados.
Aqueles dias pelos quais eu esperava ansiosamente ao longo do ano, que tardavam em chegar mas que depois passavam tão depressa! Para mim, aquelas semanas pareciam horas. Eu sabia que, dentro em breve o meu avô me trazia novamente a Lisboa e eu ficaria largos meses enfiada num 4º andar com vista para o Tejo.
Por isso, assim que chegava à aldeia e em plena liberdade, entregue aos avós e às empregadas, eu era como uma rainha. Fazia tudo quanto queria.
Os dias eram passados em contacto com a natureza e com os animais. Era muito irrequieta e nada escapava aos meus olhos e à minha curiosidade.
Adorava fruta, principalmente laranjas. Gostava do gosto doce e sumarento daquele fruto. E as que melhor me sabiam eram as que comia, empoleirada na árvore, depois de as colher nessa altura.
Por isso, quando um dia olhei para uma árvore carregadinha de frutos redondos e alaranjados , não lhe resisti.
E para facultar a colheita, ainda havia a vantagem de a árvore ser pequena e de eu lhe chegar bem.
Ora.... decidi-me a "apanhar laranjas".
Tirei uma e tentei descascar com as mãos. Não consegui.
Também não fazia mal.....vai de lhe dar uma dentada!
Nunca na vida sentira na boca uma sensação tão esquisita. Parecia cortiça. Achava que até os lábios me tinham inchado naquele momento. Eu bem tentava tirar os pedacinhos com a palma da mão, com o braço,com o vestido, com tudo quanto tinha à mão... Corri para o tanque da água. Por mais que lavasse a boca e a cara, aquele gosto persistia.
Corri para a avó a chorar. Ela disse : "foi bem feita! quem te mandou ser abelhuda! Não são laranjas!"
Depois, recordo como se fosse hoje, levou-me à cozinha. Abriu um frasco de mel e deu-me algumas colheradas para me adoçar a boca.

E foi assim que descobri o que eram os dióspiros... Que não se podem comer senão bem maduros...

Durante largos anos não me abeirei daquela maldita árvore nem podia ouvir falar neles quanto mais comê-los.
Muitos anos depois deste episódio e já depois de casada ( e porque o meu marido adorava este fruto), com muita insistência dele e bastante relutância da minha parte, a medo lá os provei.
Foi uma sensação estranha. Um misto de medo, mas também de interesse e desconfiança.
Adorar não adorei mas....comi melhor que pensava.
Ano após ano fui-lhe tomando o gosto.

Para ajudar à festa, em vez de 1 agora existem lá 2 enormes diospireiros...Para mal dos meus pecados e para bem do meu marido...
São tantos que até enjoam.

MOUSSE DE DIOSPIROS
5 dióspiros bem maduros
5 a 6 folhas de gelatina incolor
2 pacotes de natas frescas Longa Vida.

Como fazer:
Descascar os dióspiros e triturar bem.
Demolhar as folhas de gelatina em água fria. (se preferir pode usar gelatina incolor em pó)
Bater as natas quase até chantily.
Retirar um pouco de dióspiro triturado e levar ao lume, mexendo sempre. Juntar as folhas de gelatina bem escorridas e mexer para desfazer bem . Acrescentar então esta mistura ao resto dos dióspiros, mexendo bem.
Por fim despejar para a taça onde bateu as natas e bater um pouco para ligar bem.
Despejar numa forma passada por água gelada e escorrida.
Colocar no frigorífico até á hora de servir.



quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

BROINHAS DE BATATA DOCE E AMÊNDOA




Nada se faz sem esforço, sem paciência e sem gosto.
Esta receita é um exemplo vivo disto.
Há muito que andava com vontade de experimentar, mas achava que não era capaz. Já várias vezes referi em ocasiões anteriores que eu , as bolachinhas, bolinhos, biscoitos e afins não nos davamos bem. Os resultados eram sempre desastrosos.
Mas desta vez enchi-me de coragem (e tempo) e pus as mãos à obra.
Posso dizer que no final fiquei bastante satisfeita com o resultado final.
Elas ficam muito saborosas, macias e com um sabor muito delicado.
O maior problema que tive foi mesmo na hora de as moldar para colocar no tabuleiro.
Isto talvez porque foram as primeiras.
Mas certamente não vão ser as últimas.
Quanto a mim o maior problema com o qual me deparei foi a quantidade de massa a utilizar em cada broinha.
As primeiras cresceram... cresceram... e ficaram mais parecidas com bolachas.
No 2º tabuleiro já as fiz mais pequenas mas ainda eram grandes.
Por fim, quando já estava a atinar com a quantidade de massa a utilizar, e o tamanho estava perfeito, eis que acabou a massa.
Por isso, para a próxima já sei.

DICAS:
Na receita não dizia que tipo de farinha se devia utilizar.
Utilizei Branca de Neve.
Como ela tem fermento, daí o "crescimento" das mesmas.
Portanto: no futuro fazer com farinha sem fermento.
Para tender:
a massa não fica demasiado consistente. Por isso, a melhor maneira é usar o processo dos pastéis de bacalhau :2 colheres .
Para prevenir qualquer eventualidade na hora de retirar as broas do forno, quando tinha a massa pronta na colher e antes de a colocar no tabuleiro, coloquei um pouquinho de farinha no cimo da massa. Depois, com a outra colher, fiz deslizar a massa para o tabuleiro, tendo o cuidado de deixar a parte enfarinhada virada para baixo, em contacto com o tabuleiro.
O certo é que resultou mesmo, pois não pegaram nada
São descoladas com uma espátula (preferência madeira ou silicone) assim que saem do forno.

O tabuleiro deve ser forrado com papel vegetal untado com um pouco de manteiga e polvilhado com farinha.

Compramos estas broinhas durante largos anos a uma senhora de muita idade.
Como eram tão apreciadas pedimos a receita. A senhora nunca a deu, pois dizia ser uma receita familiar , mas que um dia a daria.
E acabou por o fazer, numa altura em que já não tinha condições para as fazer.
E como as coisas antigas são as melhores...
Experimentem e deêm a opinião.

INGREDIENTES:
500 gr batata doce
350 gr açúcar (usei amarelo) passado por uma peneira
150 gr de amêndoa ralada muito fina
125gr farinha de trigo
75 gr de farinha de milho fina
2 colheres sobremesa de manteiga
2 colheres de chá de mel
raspa fina de 1 laranja grande e um limão
2 gemas para a massa
+ 1 ou 2 gemas de ovo para pincelar antes de irem ao forno

Como fazer:
Cozer a batata doce com a casca.
EScorrer, tirar a pele, cortar às rodelas e reduzir a puré utilizando o passe vite .
Levar o puré ao lume brando e juntar o acúcar e a manteiga.
Mexer sempre.DEpois de levantar fervura deixar ferver mais 1 minuto
Tirar do lume e deixar arrefecer.
JUntar a amêndoa ralada fina, as raspas da laranja e do limão, as gemas de ovo e o mel.
Ligar tudo muito bem.
JUntar as farinhas .
Levar novamente ao lume para a farinha cozer, mexendo sempre.
Passar a massa para uma taça e quando arrefecer, levar ao frigorífico.
Deixar ficar entre 2 a 4 horas.
Depois, colocar um papel vegetal no tabuleiro, untar com um pouco de manteiga e polvilhar com farinha. Sacudir.
Tender as broinhas e colocar no tabuleiro, bastante separadas umas das outras.
Pincelar com gema de ovo batida.

O forno já deve estar quente.
Como a massa já foi cozida anterioremente, o tempo de cozedura é pouco.
Quando a parte de cima das broas apresentarem uma cor bem coradinha pode retirar.

Cozinhei a 220º cerca de 10m

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

BOLO SALGADO DE AZEITE E ALECRIM




Quando vi esta receita no blog da Lídia http://cozinhaturca.blogspot.com/ achei que era algo assim que precisava para apresentar na mesa da nossa festa de passagem de ano.
E isto porque queria algo que fugisse aos doces desta época, que fosse fácil e de rápida confecção . Depois, a possibilidade de utilizar o alecrim - tão apreciado aqui em casa - e que, felizmente, abunda no meu quintal.
Fiz tal e qual a receita da Lídia.
Quanto ao alecrim, optei por parti-lo finamente, pois achei que daria mais gosto.
A opinião foi favorável. A massa ficou fofa, tenra, com aquele gosto tão específico a azeite mas com o travo do alecrim.
Posso dizer que ,mesmo ao fim de 2 a 3 dias a textura mantém-se suave e molezinha.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

SOPA DE ESPARGOS COM PRESUNTO E COGUMELOS


SOPA DE ESPARGOS COM PRESUNTO


Uma agradável sopa bem cremosa e saborosa.
Podem ser utilizados espargos das variedades branca ou verde.
Contudo, aconselho que, em qualquer dos casos se utilizem dos frescos em detrimento dos de conserva.
Isto porque eu não sou grande adepta de enlatados .REparem nos rótulos das embalagens destes produtos e vejam a quantidade de E... E... que os compõem. E se pudermos evitar corantes e conservantes, tanto melhor.

Por isso, utilizei espargos frescos.
Pessoalmente gosto mais dos verdes por 2 motivos: São mais baratos e têm um sabor mais acentuado.
Ao longo do caule têm uma espécie de espigões que devem ser tirados.

Ingredientes:
3 cebolas grandes
1 molho de espargos
3 chuchus
1 batata média
azeite
manteiga(2 colheres de sopa)
presunto finamente cortado
cogumelos brancos
Sal

Como fazer:
Arranjar os espargos . Retirar as pontas e reservar.
Partir as partes dos caules que sobraram (mas só as que forem mais tenrinhas)em rodelas finas.

Numa panela colocar 1 cebola , as batatas , os chuchus em fatias finas e a parte de baixo dos espargos em fatias.
Colocar água apenas para cobrir .(nesta sopa a água deve ser em pequena quantidade.Mais vale acrescentar no final se achar necessário)
Deixar cozinhar

Lavar os cogumelos em água corrente, tendo o cuidado de manter o pé sempre para baixo para que não absorvam muita água.
Colocar sobre papel absorvente para que escorram bem.


Levar ao lume num tachinho a manteiga com as 2 cebolas partidas muito finas.
JUntar os cogumelos laminados.
Juntar o presunto e deixar cozinhar um pouco.
POr fim juntar as pontas dos espargos e cozinhar um pouco mais.

Agora que o puré base da sopa já está pronto, ver se necessita de mais um pouco de água.
JUntar por fim a mistura do refogado dos cogumelos com o presunto e espargos.
O sal deve ser posto apenas no final, pois deve ter-se em atenção que o presunto é salgado.

Para saber algo mais:

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

MOUSSE DE CHOCOLATE COM PÊRA ABACATE


Depois de andar muito tempo afastada e de, finalmente, já ter o computador formatado e já conseguir aceder aos ficheiros das fotos, eis que voltei a estas lides blogueiras.
Esta é uma receita muito simples mas cujo resultado final é mesmo muito mas muito agradável.

Passado pouco tempo de ser feita e posta no frigorífico, apresenta uma textura rijinha mas ao mesmo tempo muito suave e cremosa.
Não sou grande fã de pera abacate comida ao natural ou então com mel ou açúcar.
Mas podem acreditar que o gosto deste fruto não se nota absolutamente nada na mousse.
Em compensação, acho que torna este doce muito menos enjoativo que uma mousse normal e é muito mais agradável que uma só de chocolate.

MOUSSE DE CHOCOLATE COM PÊRA ABACATE
Ingredientes:
1 tablete de chocolate Pantagruel
6 ovos
2 pêras abacate médias (ou 1 grande)- Convém estar madura mas ainda rijinha para não estar preta por dentro
2 colheres de sopa de manteiga sem sal

Como fazer:
Abrir a pêra ao meio. Tirar o caroço e puxar a pele.
Partir em pedacinhos para o copo do triturador e juntar 1 ou 2 colheres de sopa rasas de açúcar (conforme a quantidade de pêra).
Triturar de imediato e reservar.
Separar as gemas das claras.
Bater as claras em castelo bem firme juntamente com uma pitada de sal fino.
Reservar.
Bater as gemas um pouco.
Juntar então às gemas, o chocolate e a manteiga que foram , entretanto,derretidos em banho-maria.
Bater esta mistura muito bem.
JUntar então a pêra abacate triturada.
Bater um pouco mais.
Finalmente incorporar as claras em castelo, misturando bem.
Colocar em taças individuais.
Levar ao friforífico até à hora de servir.
Desfazer (em banho-maria) o chocolate com a manteiga.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

BOAS FESTAS





Com votos de Festas Felizes, aqui vos deixo este bonito cartão de BOAS FESTAS , com esta foto que tirei, em 2009 ao presépio exposto na Igreja Matriz de Figueiró dos Vinhos.

O Natal aproxima-se a passos largos.

Vai sendo tempo de começarmos a planear as nossas festas em família.
Pensar qual a melhor ementa para satisfazer os nossos familiares e amigos.
Caprichar na apresentação da mesa da consoada.
Comprar com antecedência os presentes. (se ainda houver dinheiro para os comprar, claro está!).
Enfim... organizar tudo com tempo para que naqueles dias nada falte , tudo seja feito a tempo e horas, sem aquelas correrias loucas de última hora bem à moda portuguesa...
E no final ainda tenhamos tempo para cuidar de nós e aparecermos frente aos convivas com um ar jovial, nada cansado e muito bem disposto.
Depois... lembre-se que a dona da casa, aquela pessoa que põe a mesa... faz a comida... e recebe os convidados... não é uma super mulher.
Mesmo que a ajudem nesses momentos, há algo muito precioso e que permite "ganhar" muito tempo (e dinheiro).
Então... porque não pensar apenas nos pratos especiais e deixar (e combinar) que as sobremesas e os doces natalícios sejam trazidos por quem vem à nossa consoada?
E porque mais vale prevenir que remediar e nada falte no momento exacto, ora vamos lá, desde já, munir-se de um bloco e uma caneta e apontar toda a lista de compras necessárias.
É que... a nossa cabeça não se consegue lembrar sempre de tudo e é na hora H que esta ou aquela coisa falta.
E para quê andar com stress de última hora?

E com o plano elaborado com tempo tudo corre pelo melhor!

DESEJOS DE:
BOAS FESTAS para todos.


Tenho andado afastada mas espero que haja mais tempo para dedicar, brevemente, a este blog.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

SALADA DE FRANGO


Já várias vezes referi que na minha casa os restos de comida são, quase sempre, reaproveitados.
Depois é mesmo dar uma espreitadela aos mantimentos que estão a mais no frigorífico ou na despensa.
Desta vez havia frango assado e meia embalagem de queijo feta (que se não se comesse por aqueles tinha como destino o caixote do lixo).
SALADA DE FRANGO
INGREDIENTES:
Frango cozinhado e desfiado.
Queijo feta cortado em quadrados pequenos
Ovo cozido
Nozes
Alface fatiada
Tiras finas de pimento vermelho
Tomate seco
Bróculos cozidos
Maçã com casca

Depois é só cozer os ovos e os bróculos. Quando estiverem frios cortar e juntar aos outros ingredientes . Por fim contornar o prato com fatias de maçã cortadas com casca e em fatias.
Quem quiser pode temperar com qualquer daqueles molhos para saladas ou então apenas com azeite e um pouco de vinagre de maçã ou um molho de iogurte com um pouco de aipo partido finamente.
Neste caso optei por não juntar qualquer tipo de condimento.

sábado, 24 de setembro de 2011

MARMELOS GRATINADOS COM CANELA


Depois de umas merecidas férias, voltei com algumas novidades culinárias.
Esta época de início de Outono é a altura em que abundam os marmelos.
Confesso não ser grande adepta da marmelada. Talvez porque em miúda ela nunca faltava aos nossos lanches.
Em compensação lembro-me de preferir a geleia.A minha tia fazia-a na perfeição e eu devorava-a com sofreguidão. E quando aparecia uma pevide do marmelo lá vinha o reparo: "Ó tia... esqueceste-te de tirar esta pevide!..."
Anos passados e ... por mais que tente nunca na vida a geleia me sai transparente, dourada e saborosa como aquela que comia noutros tempos.
Numa das últimas idas à aldeia, o meu pai apareceu-me com um enorme cesto de marmelos, a perguntar se os queria.
Bem... querer não queria mas o que eu já sabia era que ele mos dava para que fosse eu a fazer-lhe a marmelada (que ele tanto gosta).
E lá saiu uma empreitada deste doce caseiro tão apreciado, principalmente nas zonas rurais.

Não vou dizer como fiz a marmelada pois já em tempos já dei a receita.
Mas os frutos eram tantos que , depois de cozidos, optei por retirar alguns e fazer uma sobremesa diferente.

Assim:
Lavei bem os marmelos inteiros para lhes tirar aquela penugem que costumam ter na casca.
De seguida, parti-os em 4, descasquei-os e em cada quarto fui tirando fatias grossas, de modo a que a parte mais dura junto às pevides nunca fosse utilizada.
Tinha um recipiente com água fria onde colocava estes bocados.
De seguida , pus a panela ao lume e quando a água ferveu, juntei o marmelo fatiado.
Tapei e deixei cozinhar até ficarem moles.
Retirei-os com a escumadeira. Coloquei num pyrex e polvilhei com açúcar, levando de imediato ao forno a gratinar.
Servi morno, polvilhado com canela.
Se os marmelos estiverem bem madurinhos esta sobremesa fica agradável, sem ser muito enjoativa.

Também aconselho a que se deixe uma fina camada da água da cozedura no fundo do pyrex, pois assim ficam mais sucolentos depois de gratinados.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

BACALHAU À BRÁS



BACALHAU À BRÁS

Mais uma das 1001 maneiras de confeccionar o fiel amigo.

E uma das mais conhecidas, mais clássicas e mais apreciadas maneiras de o cozinhar.

Tempos houve em que era uma ementa que estava presente em todo o lado e fazia parte integrante de todos os casamentos, desde o mais pobre ao mais rico.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. E apesar deste à Brás continuar a ser ainda bastante apreciado, o certo é que quase não faz parte das nossas escolhas em qualquer restaurante, dado que quase caiu em desuso e, como tal, raros são os restaurantes que ainda o apresentam.

E porquê?

Não sei qual o verdadeiro motivo, mas talvez porque demora tempo, dá algum trabalho ou… porque é um prato com um teor de gordura mais elevado do que aquilo que pretendemos numa refeição saudável.

Por isso, e porque leva batatas fritas em palha, um dos cuidados essenciais é mesmo escorrer bem as batatas e de seguida colocá-las sobre papel absorvente.

O outro é não usar óleo mas sim azeite quando se refoga a cebola com o alho.

Para que o resultado final fique na perfeição não devemos usar as batatas palha compradas já empacotadas.

E porque um dia não são dias e este é, na verdade, uma das mais antigas e saborosas maneiras de degustar um prato de bacalhau, ( uns dirão: então o melhor não é o bacalhau com natas?.... a esses eu respondo: esqueçam-no por um dia… pode ter um sabor mais suave, mas…nada como à Brás)

Calorias a mais?

Pois terá…

Mas para reduzir este mal, vamos “dar a volta ao sistema”.

Nada melhor que comer primeiro (à moda de muitos países) um bom prato de salada de alface temperada com limão . Assim, degustando-a devagarinho, acaba por ficar saciada e já não come tanto do prato principal.

Ingredientes:

1 posta de bacalhau por pessoa

Batatas fritas cortadas em palha.

1 cebola grande fatiada finamente

2 dentes de alho

1 folha de louro

1 pitada de pimenta branca

1 raminho de salsa picada (folhas e pezinhos)

1 ovo por pessoa

1 chávena pequenina de leite.

Azeite (q.b.)

Como fazer:

Lavar as batatas inteiras depois de descascadas e escorrer bem

De seguida fatiá-las em palitos finos.

Fritar de seguida, de modo a ficarem bem passadas sem ficarem queimadas.

Colocá-las primeiro num escorredor de rede e de seguida sobre papel absorvente.

Entretanto: cozer o bacalhau.

Quando estiver cozido, retirar do lume e escorrer. Quando estiver morno tirar as peles e espinhas e lascar. Reservar.

Num tacho grande colocar a cebola, o alho, a pimenta branca e a folha do louro. Tapar. Deixar cozinhar em lume brando até a cebola estar bem lourinha. Retirar do lume e reserve.

Retirar o louro.

Agora que já tem o bacalhau desfiado basta juntá-lo ao refogado da cebola. Mexer bem.

Juntar as batatas fritas e ligar tudo com cuidado para que as batatas não fiquem muito desfeitas.

No copo do triturador colocar os ovos com o leite e bater bem a mistura.

Levar o tacho ao lume brando e juntar a mistura do leite com os ovos.

Vai mexendo com cuidado para que os ovos fiquem cozidos.

Por fim, retirar do lume e juntar a salsa picada, ligando tudo novamente.

Nota:

Se não tiver salsa não desespere. Pode sempre usar coentros ou um pé de aipo.

Usar sal ou não depende se o bacalhau está ou não salgado. Pessoalmente nunca ponho sal pois os condimentos chegam para lhe dar o desejado sabor.

Deverá ser acompanhado com salada de alface.

Por cada porção de 100 gr:

159 calorias

7,9 g de hidratos de carbono

10 g de proteínas

9 g de gordura

1,5 g de gorduras saturadas

0,8 g de fibras

1,6 densidade calórica

sexta-feira, 8 de julho de 2011

SALADA DE VERÃO



E se alguém lhe disser: “ Mãe… não tenho fome. Quero só uma sopa ao jantar”.

E se outro alguém disser de seguida ?: “ Bem… sopa não me apetece, mas faz qualquer coisa que não te dê muito trabalho. Olha…. Não quero carne!”.

Ouvi com atenção.

Sopa para um e fazer uma refeição para os outros?

Não! Escolheria algo mais leve que uma vulgar refeição e de preferência igual para todos.

Perguntei-lhes: “ E que tal uma saladinha e no final uma taça de morangos ?”

Pode ser! Disseram!

Mas um deles ainda ripostou: “ ainda não acabaram os morangos do quintal?”

Não! Parece que nunca mais acabam pois ainda têm uma grande camada de flor.

E depois de frigorífico aberto e como refeição escolhida no momento, havia que seleccionar os produtos existentes.

2 fotos. Na 1ª os ingredientes separados:

Alface

Tomate seco

Tomate às rodelas

Milho

Atum

Pimento vermelho

Cenoura

Queijo feta

Bróculos

1 fatia de pão de centeio


Na 2ª, os ingredientes já misturados.

Uns temperaram só com um pouco de azeite e limão. Outros com molho pesto.

Até nisso não podia ser igual para todos.

A ementa ideal como preparação para…. As idas à praia e o uso do biquíni

Boas férias PARA UNS.

Bom fim de semana para os outros

quarta-feira, 6 de julho de 2011

PIZZA CASEIRA - 2 VERSÕES





Contam-se pelos dedos as vezes que comemos pizza em qualquer loja da especialidade.

Raramente é certo, mas já algumas vezes as fizemos em casa.

E são, de longe, as nossas preferidas.

Além de escolhermos os ingredientes ao nosso gosto elas acabam por não ser quase só a massa da base como tantas vezes acontece quando as compramos já feitas.

Geralmente e isto porque “o seguro morreu de velho”, e para encurtar tempo, a base costuma ser comprada já feita.

Gostamos da massa bem fina e depois de mais algumas esticadelas com o rolo da massa, ela acaba por não ficar mal de todo.

Desta vez foi diferente.

A minha filha andava há tanto tempo a dizer que ia fazer pizza mas que também fazia a base.

E passando das palavras à acção, e depois de um fim de semana falhado de praia, em que o sol e o tempo quente andaram fugidos, houve tempo mais que suficiente para experimentar uma pizza totalmente caseira.

Ou melhor: duas.

Nada como a fartura!

Resultado final: aprovadíssimas!

Tanto que contava ter refeição para nó as duas no dia seguinte, mas tal não aconteceu.

Os elogios foram muitos e sendo assim, acabaram-se as pizzas feitas em casa com massa já comprada feita, pois a massa base ficou mesmo muito bem.

PIZZA

Para a massa:

5oo gr de farinha tipo 55 sem fermento (deu para 2 pizzas grandes)

Um pouco de sal

4 colheres de sopa de azeite

1 colher de sopa de açúcar

3 dl de água

1 pacote de levedura de 25 gr.

Como fazer:

Desfazer a levedura(fermento) num pouco de água morna. Juntar o açúcar.

Noutro recipiente juntar o sal ao azeite e juntar a restante água.

Abrir um buraco no monte da farinha e deitar o fermento já desfeito.

Juntar os restantes ingredientes e amassar e sovar bem a massa

Quando ela estiver bem batida e sovada e com aspecto de massa elástica, deitar num alguidar passado por um pouco de óleo. Tapar com um pano e colocar num sítio que não seja frio. (ela colocou-o dentro do fogão – não aquecido- e deixou ficar durante cerca de duas horas a descansar).

Findo este tempo, trabalhar a massa sobre uma mesa de pedra, previamente polvilhada com farinha. Sovar bem. Esticar várias vezes e em vários sentidos com o rolo da massa.

Colocar a massa num tabuleiro e colocar os ingredientes a gosto.

Para o recheio: comum às duas pizzas

Para cada pizza: uma embalagem pequena de concentrado de tomate – usei Compal

Uma embalagem de queijo Mozarella (250 gr)

Oregãos


Pizza vegetariana:

Courgetes pequenas e partidas o mais fino possível.
Pimento vermelho fatiado bem fino
Queijo Feta aos bocadinhos (partido com a mão)

De Fiambre com ananás

Ananás partido aos pedacinhos pequenos

Fiambre –(compramos já cortado em cubos)

Cebola em fatias finíssimas

Forno:

Pré-aquecido durante 10 m.

20 minutos (mais ou menos a cozer)

podem ver a massa base ficou bem fina)