domingo, 16 de agosto de 2009

TARTE DE AMORAS


E seguindo o conselho do Mocho Falante...
As minhas amigas amoras , antes que se estragassem, tiveram de ser "transformadas".
Mas muitas delas, tiveram este destino: comidas à mão. Foi um vê se te avias...eram tão docinhas !
(Mocho: nos meus tempos de miúda nunca houve amoras sujas nem quentes.Fosse em que hora do dia fosse, o importante mesmo era passar por um silvado e elas estarem lá. Era comer até dizer: Chega! E nunca me fizeram mal. Os tempos eram outros.A criançada estava mais imunizada. Toda a fruta era só trepar às árvores, apanhar e comer. Qual lavar qual quê ! Agora é que são todos meninos finos , florzinhas de estufa, qualquer coisinha lhes dá volta à barriga.)
Outras: as tais que sofreram transformações, acabaram assim:


ou ainda em 3 frascos de compota.

Boas férias para uns.
Bom trabalho para os restantes.

3 comentários:

Mocho Falante disse...

podes crer em miúdos comíamos tudo e nada nos fazia mal e deixa-me dizer-te que a tarte ficou cá com um aspecto vai lá vai

beijos

Ti Coelha disse...

Olá

Estou de acordo com ambos. A tarte ficou realmente com um belo aspecto e é verdade que a fruta apanhada da árvore ou das silvas nunca me fez mal, embora nem o meu avô nem a minha mãe gostassem muito que fizesse isso. As amoras silvestres fazem parte da minha infância. Enfiava-me literalmente nas silvas que haviam na estrada para a casa dos meus avós no Alentejo e hoje, nos meus passeios de bicicleta, não é nada anormal ver-me parar seja no meio do mato, seja à beira da estrada, para apanhar e comer umas quantas amoras. Gostava de um dia fazer essa receita, não sei é se vou conseguir guardar as amoras suficientes para a tarte! :D

bjs

LPontes disse...

Os tempos são realmente outros mas porque os miúdos que antes comiam tudo cresceram e fizeram-se uns papás assépticos que passaram a criar os filhos em redomas, hoje é esta desculpa, amanhã é aquele medo... os desgraçados só têm tempo para lavagens e mais lavagens e depois um ataquito de asma!
Às minhas filhas deixei-as chafurdar à vontade e comer fruta por lavar: já vão a caminho dos 30 e nem têm médico de família!