quarta-feira, 28 de outubro de 2009
OS NOVOS VAMPIROS
Depois de uma longa e forçada ausência só hoje me foi possível passar novamente por aqui para vos contar mais uma das “ agruras “ da minha vida.
Depois do que escrevi na postagem anterior e coincidente com o anterior descrito, outro azar… Este bem complicado e que me tem dado volta à cabeça (e à carteira).
Hesitei bastante.. .
Não sabia se havia de vos contar ou não.
Mas o sim ganhou ao não.
E isto porque, nestes últimos tempos tem sido uma situação bem mais frequente que seria de supor. Muitos (eu também) desconhecem este facto. Por isso, nunca é demais tornar pública uma situação que, parece, estar a voltar em nova escala às nossas casas. E, se todos estivermos alertados, evitar-se-ão situações como a minha.
Não é nada agradável e, na verdade, era algo que nunca imaginei acontecer-me. Pelo menos, atendendo aos cuidados que tenho e porque…julgava eu… isto estava completamente erradicado e a acontecer seria em ambientes com pouca higiene.
Posso dizer-vos que a minha viagem à Grécia vai ficar para sempre na nossa memória. Isto por 2 motivos bem diferentes: Um: deveras agradável por tudo quanto vimos e pelos bons dias que passamos. Outro: pelo trabalho, despesa, preocupações, fobia, momentos angustiantes que me obrigaram a ausentar-me da minha residência por largos dias.
Ora, vamos a factos concretos.
Tentarei explicar tudo quanto agora sei, (mas nunca pensei ficar a saber à custa de algo que nos aconteceu), mas também a vivência até à exaustão da consequente exterminação dos novos vampiros.
Viemos de férias a 10 Julho.
No princípio de Setembro a minha filha apareceu com umas 2 ou 3 borbulhas que lhe davam muita comichão num dos braços.
Pensava ter sido picada por alguma melga.(pois elas adoram a minha filha). Lá pôs o Fenistil Gel e aquilo passou uns 2 dias depois.
Posteriormente isso aconteceu uma outra vez e tal e qual como anteriormente.
Quando no início de Outubro eu já estava um pouco melhor do meu joelho, lavei os cortinados do quarto dela. Então, ela resolveu dar uma limpeza maior ao quarto e afastar os móveis. Pegou na peça do aspirador que limpa os ácaros dos colchões e aspirou-o. Até aqui tudo bem. Ao afastar a cama da parede viu, a um cantinho da parte de trás da cabeceira da mesma, um bichinho escuro.
Aspirou-o.
Ela, que tem pavor a bicharada: odeia aranhas, tem um medo incrível das osgas e lagartixas por exemplo… ficou preocupada.
Foi logo para a Internet tentar saber o que poderia ser. Passado um bocado disse-me: “Ó mãe, o bicho que estava na minha cama é um “bed bugs”.
Eu: “É o quê?”
Ela: “ um insecto das camas…um percevejo!”
Eu: “ Não pode ser!”.
Vieram-me à memória histórias dos tempos de criança, em que aqueles animais eram frequentes.
Telefonei logo à casa dos insecticidas, pesticidas e outras coisas tais e perguntei se havia algo para isso.
E lá fui comprar 2 pacotes por 10 €.
Quem mos vendeu disse que tinha de ver bem porque estes insectos se escondiam nos colchões e nas travessas de madeira que suportam os estrados dos colchões. E que passados 4 dias tinha de pôr nova dose de líquido.
Líquido preparado, pulverizador a jeito e aí vou eu, armada em “exterminadora” dos malvados animais.
Lá descobri, escondidos na parte de baixo e juntinho aos rebordos do colchão, 2 robustos bicharocos. Matei-os à pinça.
Colchão encostado à parede, todo ele pulverizado… E não só….
Chegada às tais traves de madeira e assim que as levantei também encontrei alguns. Os que vi não escaparam.
Vai de pulverizar tudo quanto me apareceu pela frente: cama, mesas cabeceira, rodapés, porta, roupeiro, aros janela, afastei da parede tudo quanto consegui. Tudo ficou bem encharcado de líquido. Até os tacos do chão tomaram um bom banho do produto. Pensei: pelo chão não escapa nenhum com vida.
Entretanto, a minha filha vai de pesquisar na net. Havia relatos pavorosos de pessoas que não sabiam, como se livrar daquela bicharada e andavam há meses naquele drama, pois eles apareciam sempre de novo.
Fiquei apavorada. Tudo no meu corpo me dava comichão.
Telefonei de imediato para uma empresa industrial de desinfestação de pragas.
O senhor que veio logo cá a casa e ao ver o quarto virado de pantanas disse: “ a senhora fez o que eu faria no seu caso. Só que isto é insuficiente. Ía andar meses a fazer o mesmo”.
E lá me explicou:
-Este animal é exclusivamente nocturno.
-Não suporta a luz. Por isso está quietinho e escondido.
-É um insecto rastejante.
-Não salta. Por isso não passa de pessoa para pessoa em situações de aglomerados de gente.
-Alimenta-se só do sangue das pessoas que escolhe.
-Por isso, aloja-se em locais de difícil captura.
-Depois de escolher a presa, põe ovos à volta dela.
-Cada insecto pode pôr entre 40 a 50 ovos.
-Cada ovo eclode ao fim de 4 a 5 dias
- São hermafroditas: quer dizer: tantos põe ovos o macho como a fêmea.
-Os ovos são postos em ninhos, estrategicamente colocados à volta da vítima.
-A partir desses ninhos é que atacam as pessoas.
-Apenas o fazem quando elas estão a dormir profundamente.
-Alguém que tenha um dormir muito instável tem menos possibilidades de ser “picado” que aquelas que dormem profundamente.
-A hora a que actuam é mais pela madrugada (quando as pessoas dormem melhor)
-Cada insecto tem 3 hastes( ferrões): 2 funcionam como anestesiantes e outra para sugar. Portanto: quando a vítima dorme profundamente, eles saem dos ninhos, deitam 2 jactos de líquido anestesiante e só de seguida sugam o sangue à pessoa. Podem chupar durante 5 a 10 minutos.
- Depois de saciados, cada um destes animais pode ficar, escondido, sem comer , até 3 ou 4 dias. Isto possibilita que outros se alimentem também. Por isso, a colónia fica forte em pouco tempo.
-Quando nascem são transparentes.
-Passam a castanhos claros.
-Só começam a ficar com cor escura a partir do momento em que comecem a sugar sangue.
-O crescimento faz-se mais ou menos rapidamente em função daquilo que comem. Quer dizer: quem mais come mais cresce.
- Podem atingir cerca de 0,5 cm e ficam de forma arredondada e escura.
Por fim: se não encontrarem alimento, podem estar em estado “adormecido” até um ano .
-Em prédios, se na casa onde estavam ela for desinfestada ou a vítima mudar de quarto, eles procuram alimento nas divisões ao lado. Em muitos casos, põem ovos nas tomadas eléctricas. Assim, quando os ovos eclodem e os insectos saem, podem subir ou descer pela instalação eléctrica, passando à habitação do andar superior ou inferior.
- Não se agarram a nada de vidro, plástico, ou azulejos.
- Adoram camas, colchões, rodapés, tudo quanto é de madeira ( e se tiver fissuras eles escondem-se lá) e sobretudo têxteis.
Pelo que agora sei (infelizmente) e embora fosse bastante caro, decidi-me depressa pela desinfestação.
Posso dizer-vos que os que encontrei não foram assim tantos, mas o medo com que fiquei , depois de tudo quanto li por não os conseguir liquidar, superou em tudo o valor a pagar.
Para mais que o contrato garante que, em caso de reincidência, no espaço de poucas semanas, a equipa volta de novo sem mais custos para mim.
Agora imaginem: Antes da equipa vir para tratar da bicharada, tive de retirar de casa tudo quanto fosse têxtil, desocupar roupeiros, gavetas de roupa, tirar cortinados, naperons, empacotar edredons, cobertores,colchas,etc…etc…etc.
Isto tem de ser tudo tirado de casa em sacos plásticos fechados e depois lavado a 60º. Só depois poderá entrar novamente em casa.
Os sapatos e livros ensacados também (para levarem gás).
Tive de afastar móveis, pôr plástico à volta dos outros colchões e tapá-los muito bem com fita adesiva grossa. Deixar os móveis com as gavetas abertas, tirar os quadros das paredes….
Resumindo: quase uma mudança!
Imaginem o trabalho que tive antes da equipa chegar.
A desinfestação tem de ser feita 3 vezes com uma média de 4 dias de intervalo (o tal tempo para a eclosão dos ovo, pois o produto só mata os animais e nunca os ovos).
Na minha casa de lavar só vejo sacos verdes de jardinagem com escrita montada tal como: camisolas de A, roupa interior de B…etc….
A 1ª semana já passou.
Faltam 2 desinfestações.
Depois….
Bem….depois vem o pior. Nem quero imaginar: 3 andares completamente cobertos do pó da pulverização, desde o tecto aos móveis.
Tudo terá de ser limpo apenas com panos embebidos em água fria, pois água quente ou qualquer produto, em vez de limpar o pó faz com que o mesmo se transforme em algo consistente, tal como cimento rijo.
Depois da limpeza a paredes e móveis há que lavar as louças que estavam dentro dos armários, pois, mesmo estando resguardadas eu não arrisco comer nelas pois os produtos das pulverizações são altamente tóxicos (tanto que ninguém pode entrar em casa durante todo este tempo. No final as janelas serão abertas meio dia e só depois nós podemos entrar.
Entretanto, convém dizer que o colchão da minha filha foi logo deitado ao lixo. Uma pena que era recente e bastante bom. Mas ninguém cá em casa seria capaz de dormir nele, mesmo sabendo que não tinha bed bugs.
(quem os não quiser deitar fora pode sempre recuperá-los, desde que os mesmos sejam metidos numa bolha de azoto e insuflados. O pior é preço: 1.000 € por m3).
Portanto: além do custo da obra: 1.500€ ainda vou ter de comprar um colchão.
Mas… o pior está mesmo para vir, pois casa para limpar e roupa para lavar e arrumar é coisa que não falta!
Posto isto, só me resta acrescentar que tivemos de pegar em alguma roupa de vestir e aterrar na margem sul, bem pertinho da praia (com grande pena minha a época balnear já acabou )…Ainda bem que temos para onde ir, senão….ainda havia estadia em hotel e despesas de alimentação em restaurantes.
Quero ainda dizer-vos que chamei várias firmas. O preço era semelhante. Todas elas me disseram que esta praga tem vindo a acentuar-se de há 2 anos para cá. E que aparecem, geralmente, em pessoas que viajaram há pouco tempo.
Aliás, assim que o senhor entrou na nossa casa, a pergunta que nos fez foi: “Viajaram para o estrangeiro há menos de 3 a 4 meses?”
Fosca-se!
Será que estes animais vieram connosco da Grécia?
Se calhar vieram!
A mala (a tal que andou perdida), já foi para o contentor do lixo!
Perante isto o meu marido já disse: Tenho medo! Nem me apetece viajar mais!
E eu acrescento: nem de África os trouxe e logo haviam de vir da Europa. São bichos civilizados estes!
E em aditamento a tudo quanto escrevi, só me resta dizer que estes novos vampiros como adoram sítios escuros, há suspeitas que também invadiram os cinemas. (Local escuro e alcatifado…..que maravilha!)
Aliás, esta é uma dúvida que nos persiste pois a minha filha foi ao cinema do shopping Loures em Agosto.
E apenas apareceram na cama dela cá em casa e em nenhuma das outras onde se deitou em várias casas.
Isto leva-nos a pensar que o “perigo” talvez tenha vindo do cinema. O senhor das desinfecções diz que eles se agarram muito às bainhas das calças compridas. Assim….pronto! toda eu sou dúvidas!
Pelo sim, pelo não, o melhor é passar a ver os filmes em casa.
Que mais me poderá acontecer de mau?
E quem viajou há um tempinho, o melhor mesmo é procurar estes vampiros nos encaixes das traves de madeira dos colchões. Retirem-nas. Poderão ter alguma desagradável surpresa!
Podem acreditar mas ando apavorada.
E…
Para finalizar: (e isto só para alguns, claro….todos quantos se riram, gozaram ou criticaram ) eu digo:
“ Não te rias do mal do teu vizinho, pois ele já te vem a caminho”
E agora vou tomar um suplemento de vitaminas para ganhar força para “as lavagens” que me esperam.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
MOTIVO DA MINHA AUSÊNCIA
Como já se devem ter apercebido , no mês passado fiz uma sessão de "patinagem artìstica". Uma posição de artista, em que, ao escorregar, fiquei com uma perna toda para a frente e a outra com o joelho completamente dobrado por baixo do corpo. Esta bela posição acabou comogo "trancada " entre o aro da porta de ferro na minha "lavandaria". Para cúmulo, isto foi tão rápido que nem um ai soltei. Só dei comigo estantelada junto à porta ,com um mini alguidar cheio de roupa lavada e toda esparrameirada pelo chão adiante. (Isto não tinha acontecido se eu, momentos antes não tivesse lavado o chão que liga a lavandaria ao quintal e que é completamente liso, em mármore).
Para grande sorte minha, só não foi bem pior pois esta linda menina tinha vestidas umas calças de ganga que, ao dobrar a perna, fez com que o joelho não saísse do lugar.
Então, a recuperação tem sido bem difícil. Andei quase um mês de canadianas. Não é coisa com que me ajeite e optei por andar o mínimo possível e passar o tempo deitadinha, pois quando andava mais ou estava mais tempo sentada, a perna inchava.
Depois, quando achava estar capaz de me sentar ao computador, eis que o malvado deu o berro.
Logo a seguir aconteceu-me um percalço que me obrigou a virar a casa de pantanas e a ausentar-me dela há quase 2 semanas.
Mas disto falarei da próxima vez.
Tinha feito uma descrição mais ou menos pormenorizada desta situação no p.c. da minha filha . Escrevi tudo no word mas como sou espertinha não passei a retórica para o meu mail e, sendo assim, é-me completamente impossível postar hoje esta desgraça que me caiu em casa.
Estou a fazer esta postagem de um posto de internet público. perto da minha casa de praia.
Em casa não tenho net .
Portanto, vou fazer a marcação para nova utilização e então saberão o que me aconteceu.
Coisa boa não foi.
Aliás, quem me lê e está a par de algumas situações pode aperceber-se que o azar continua a perseguir-me.
Tenho de ir à bruxa! Fogo!
Penso voltar ainda esta semana.
Beijinhos para quem por aqui ainda passa.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
AGRADECIMENTO
É uma jovem esposa e mãe que se dedica à confecção de peças artesanais.
Também adora cozinhar , tendo mesmo um blogue de receitas em conjunto com outras bloguistas.
Mas, nada melhor que espreitarem e verem com aquilo que ela faz.
http://segredosdaandreia.blogspot.com/
Ora , o que hoje recebi, refere-se a um prémio que me foi atribuído respeitante a um concurso por ela promovido.
E aqui está a carteira que ela me enviou, juntamente com o seu cartão.
lol lol
Quero também dizer-vos que me manterei afastada durante algum tempo,pois nada posso prometer acerca de fazer comida, tirar fotos e postá-las, bem assim as receitas.
Devido a uma queda( ou melhor: aquilo a que chamo um grande espalhanço) tenho passado bastantes dias entre a cama e o sofá. O meu joelho não aguenta andar de pé e não consigo dar uso às canadianas que o médico me receitou. Então...pelo sim pelo não, e antes que me espalhe outra vez, o melhor mesmo é estar "esticadinha".
Agora posso pôr a leitura em dia!
Raramente tenho vindo ao computador.
ESte é o motivo da minha ausência forçada.
domingo, 20 de setembro de 2009
ROLO DE CARNE EMBRIAGADO
Quando esta manhã estava no talho apareceu lá uma senhora a perguntar se tinha rolos de carne.
Enquanto acabava de me atender chamou o outro talhante e disse: " Faz aqui um rolo de carne para a D.Luisa".
Passado um pouco lá apareceu o homem com um belíssimo rolo de carne.
Nunca tinha experimentado algo do género e fiquei curiosa: se aquilo não se desmanchava, qual o melhor método para cozinhar, etc. .. e tal...
Resolvi tentar a minha sorte com uma nova ementa.
Lá peguei no rolinho da carne picada que entretanto também mandei fazer e até achei que vinha mesmo a calhar acender o forno, pois com a ventania que estava lá fora até dava jeito aquecer a cozinha à hora do jantar.
O talhante deu-me a receita mas....claro, que a alterei.
Fiz assim:
Ingredientes:
1 rolo de carne picada (porco) recheado de queijo e fiambre.
1 cebola picada finamente
2 dentes de alho
sal
1 pitada de pimenta moída na altura
Azeite
Vinho Branco seco
Vinho do Porto
Como fazer:
Juntei a cebola picadinha com o alho e o sal e dividi em 2 partes: com metade fiz uma cama no tabuleiro. Coloquei o rolo da carne por cima e sobre a carne o resto do tempero.
Tapei e deixei no frigorífico a tomar gosto durante algumas horas.
Liguei o forno no ventilado a 180º.
Despejei sobre a carne um cálice de Vinho do Porto e 1/2 copo de vinho branco seco. Por fim um fio de azeite.
Tapei o tabuleiro com papel de alumínio e deixei cozinhar cerca de 1 hora.
Por 2 vezes tirei o papel para ver o andamento da coisa e como estavamos de molho.
Como ele estava a evaporar mais do que eu queria, juntei mais um pouco de vinhos.
Também virei o rolo da carne 2 vezes.
Acompanhamento:
Como tinha muito feijão verde e couve lombarda, era para fazer esparregado com eles.
Mas a preguicite falou mais alto e acabou por não passar de ser apenas uma ideia.
Assim: cozi o feijão verde e a couve bem fininhos .
Depois escorri-os .
Num tacho deitei um pouco de azeite, 1 dente de alho partido fino e 1 cebola pequena igualmente picada fina. Deixei alourar um pouco. Juntei então a couve e o feijão.
E como a minha filha me disse: "isto era bom com arroz".
Ainda fiz um pouco de arroz frito.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
AÇORDA DE ESPARGOS COM BACALHAU
Não consigo perceber como é que o mesmo produto tem uma diferença tão grande de preço.
Estou a referir-me aquelas embalagens de espargos verdes que se encontram à venda nas grandes superfícies.
Nem sei se é época de serem mais baratos. O que sei é que sempre os vejo a quase 5 € e no Pingo Doce cada embalagem custava 1.50€. ( e com a mesma quantidade ).
(Esta foto foi colocada como resposta à pergunta da Ameixa Seca. São dos embalados á venda nas prateleiras dos legumes do Pingo Doce. Nunca os vi tão baratos. Se calhar enganaram-se no preço...)
Têm poucas calorias. São ricos em ácido fólico e diuréticos.
Gostando deles como gosto, peguei logo em 2 embalagens.
E, antes que se estragassem e porque tinha restos de pão, achei por bem fazer uma açordinha de espargos com bacalhau.
Estava de comer e chorar por mais.
Ingredientes:
Bacalhau que faça lasca
Pão duro
1 cebola picada
3 dentes de alho
Azeite
1 folha de louro
1 tira de pimento vermelha em quadradinhos pequenos
3 tomates médios bem maduros
1 1/2 embalagem de espargos verdes
sal
Pimenta branca
Coentros picados
1 ovo por pessoa.
Como fiz:
Parti o pão em fatias finas e reservei.
Com a mão cortei os espargos, retirando-lhes a parte mais dura do pé. Reservei.
Cozi as postas do bacalhau.
Escorri-as e despejei a água a ferver sobre o pão. Tapei.
Num tacho grande deitei o azeite, a cebola, alhos, a folha de louro, o pimento vermelho e deixei alourar com o tacho tapado.
Retirei o louro.
Juntei o tomate (sem pele) e cortado em fatias fininhas.
Deixei cozinhar em lume brando.
Entretanto desfiei o bacalhau. Reservei.
Juntei o pão com alguma água.
De seguida os espargos em pedacinhos. Deixei cozinhar um pouco.
Depois juntei o bacalhau.
Temperei com pimenta e sal.
Quando os espargos estiverem moles sem estarem demasiado cozidos, juntar os ovos, 1 a 1, ligando bem.
Se necessário acrescentar mais um pouco de água.
Apagar o lume e juntar então o raminho dos coentros partidos.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
A REVOLTA DOS PASTÉIS DE NATA
A REVOLTA DOS PASTEIS DE NATA
(ou a minha revolta por os não conseguir fazer)
Muitas vezes os desastres na cozinha também têm a sua história.
Nem tudo quanto aqui se faz neste estaminé é bem sucedido.
Algumas vezes não passa disso mesmo:
Começa em acreditar (e porque não acreditar que também eu seja capaz)
Passa por confeccionar (isto exige seguir a receita à risca, não vá alguma inovação dar mau resultado).
Acaba em ...nem sei o que lhe chame: desilusão é pouco.
E logo agora que tanto me esmerei!
Mas eu conto:
Ao comprar o jornal, este trazia um saquinho com 3 fichas de cozinha:
Empadas de galinha
Tarte de chocolate negro
e
Pastéis de nata.
O meu marido perguntou se queria aqueles papéis.
Respondi que não.
Ele abriu o plástico e lendo a receita achou que era fácil de confeccionar.
De seguida, já no supermercado ainda me zunia aos ouvidos : "Não queres levar um pacote de massa para fazeres os pasteis para o lanche?"
Pois que havia eu de fazer?
OS PASTÉIS !
Diga-se que segui a receita ponto por ponto.
No folheto o resultado era este:
Na minha cozinha sairam assim:
LINDOS
DESENXOVALHADOS
APETITOSOS
Isto é o que chamo a REVOLTA DOS PASTEIS DE NATA
Pareceu-me ouvi-los rirem-se uns para os outros ao verem a minha cara de parva a olhar para eles.
E ...pareceu-me estarem a cochichar:
" Ah...ah... Querias? ! ...
Então achavas que isto saía bem?...Pasteis de Belém? só lá naquele sítio que tu sabes e onde às vezes vais... Sabes que mais? isto não saía assim se não tens sido " espertinha" e se tens pesquisado.... Para que serve a net?
Tinhas pressa? Olha que a pressa não é boa conselheira!
Vá lá....
Olha: para a outra vez não te esqueças que eles levam leite... Acho que 25 m é muito...porque a massa (já tinha engrossado em banho-maria) assim fica rija e muito consistente...e ela quer-se leve e cremosa...
Mas pronto....
Ainda tens no frigorífico outro pacote de massa folhada...
De que estás à espera?"
Pelo sim...pelo não....
E porque sou mais teimosa que um burro e quando se me mete uma na cabeça ninguém me demove...
Assim, lá para o fim de semana , vou abrir aqui na minha cozinha , uma sucursal dos verdadeiros Pastéis de Belém
domingo, 30 de agosto de 2009
TZATZIKI
Nos dias que passei na Grécia e entre as iguarias que experimentei, posso dizer que foram quase todas do meu agrado.
Á excepção de um doce típico:
(Tinha uma enorme expectativa no doce mais afamado daquele país: A BAKLAVA- um doce à base de massa filó, mel e nozes - mas esperava mais e melhor.Ou então errei na escolha do local onde a comi. Foi-me aconselhada como sendo naquele estabelecimento que se comia o melhor daqueles doces. Achei tão enjoativo e peganhento que não fui capaz de a comer pois o caramelo colava-se-me aos dentes).
Mas......adiante, pois foi uma entrada muito apreciada que faz parte dos cardápios de quase todos os restaurantes, o motivo deste post.
O TZATZIKI é uma entrada de sabor agradável e muito simples de confeccionar.
Para o acompanhar, o pão Pita aquecido é o ideal. Quem o não tiver , ou se preferir, pode optar por mini tostas.
O pepino da foto é dos normais.
Modo de confeccionar:
Lavar o pepino, limpar e ralar o mais fino possível (com casca).
De seguida, apertá-lo muito bem com as mãos, de modo a perder toda a água que tiver. Esta operação demora algum tempo, pois parece que está sempre ainda a gemer água e convém que esteja sem ela.
Transferir o ralado do pepino para uma taça funda.
Como fica uma bola, tem de ,com um garfo, tentar separar os fios do pepino , o melhor que puder.
Juntar 1 iogurte Grego.
2 colheres de sopa de azeite sem acidez.
1 dente de alho picado muito fino
1 pouco de pimenta branca
Sal a gosto.
Ligar tudo muito bem
De seguida, juntar algumas gotas de sumo de limão.
Mexer novamente.
Tapar a taça e deixar no frigorífico algumas horas pois deve ser servido bem frio.
Na hora de servir, picar finamente 2 folhas de hortelã. Ligar na massa anterior .
Se sobrar ,pode ser utilizado na refeição seguinte, desde que seja guardado no frigorífico.
Nota:
Das duas vezes que o fiz, fiz de modo diferente: numa utilizei pepino normal (1 pepino pequeno) e da outra 1/2 pepino doce (pois nesta variedade eles têm tamanho bem grande).
Feito com pepino doce, o TZATZIKI não fica com um sabor tão forte a pepino, o que, para o meu gosto, resulta melhor.
O dente de alho também pode ser de tamanho mais pequeno.(para quem não gostar muito do seu sabor em crú).
Gosto do sabor final da hortelã, pois torna esta entrada com um paladar um pouco mais subtil.